Professores aprovam novas paralisações após impasse nas negociações na Bahia
Decisão foi tomada em assembleia nesta quinta-feira (16)
Por: Jaísa de Almeida
16/07/2026 • 16:40
As negociações da campanha salarial dos professores da rede particular da Bahia seguem sem consenso. Em assembleia realizada nesta quinta-feira (16), a categoria manteve a mobilização e aprovou novas paralisações para os dias 20, 22 e 24 de julho, durante o turno de trabalho.
O encontro, convocado pelo Sindicato dos Professores no Estado da Bahia (Sinpro-BA), também teve como pauta a possibilidade de deflagração de uma greve por tempo indeterminado. Ao fim da assembleia, no entanto, os docentes optaram por seguir, neste momento, com as paralisações.
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Entre os principais pontos defendidos pela categoria para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho estão:
➡️ Reajuste salarial de 4,11%;
➡️ Mais de 20 dias de férias unificadas;
➡️ Ampliação das bolsas de estudo para filhos de professores;
➡️ Mudanças nas regras do recesso de junho.
Sindicato das escolas comenta impasse
Enquanto as negociações continuam, o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado da Bahia (Sinepe-BA) informou, em comunicado divulgado na quarta-feira (15), que apresentou uma proposta com medidas que considera avanços para a categoria. Segundo a entidade, a proposta inclui:
➡️ Bolsas de estudo de 90% e 80% para filhos de professores e coordenadores;
➡️ Férias unificadas em 2027 e 2028, com início entre os dias 20 e 26 de dezembro;
➡️ Recesso de 19 dias em 2027 e 2028;
➡️ Reajuste salarial e do piso com reposição integral da inflação, pago na folha de julho, com retroativo;
➡️ Pagamento dos salários até o quinto dia útil do mês subsequente, conforme calendário negociado.
No comunicado, o Sinepe-BA também criticou a convocação de novas paralisações, afirmando que a medida pode prejudicar o processo de negociação e afetar o calendário escolar.
“O SINEPE-BA lamenta que, mesmo diante desses avanços concretos, o SINPRO-BA tenha optado por estimular paralisações, medida que não contribui para o processo de negociação e acaba prejudicando professores, escolas e principalmente, as crianças e jovens, com o comprometimento do calendário escolar e suas rotinas”, descreveu.
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