Logo

Greve relâmpago dos rodoviários revolta passageiros em Salvador

População critica paralisação de poucas horas e reclama dos transtornos na capital

Por: Marcos Flávio Nascimento

22/05/202610:10Atualizado

A greve dos rodoviários de Salvador, que durou cerca de oito horas nesta sexta-feira (22), gerou uma enxurrada de críticas entre usuários do transporte público da capital baiana. Nas redes sociais, passageiros reclamaram dos transtornos causados pela paralisação e questionaram a rápida suspensão do movimento após acordo entre sindicato e empresários.

Ônibus voltam ao Terminal Acesso Norte
Foto: Ilustrativa/Divulgação/Semob

A interrupção do serviço começou durante a madrugada e afetou milhares de trabalhadores nas primeiras horas do dia. Sem ônibus nas ruas, muitos passageiros precisaram recorrer a aplicativos de transporte, corridas compartilhadas e aos “amarelinhos” para chegarem ao trabalho.

Passageiros criticam duração da greve

Para a recepcionista Milena Cerqueira, de 28 anos, o sentimento foi de frustração diante do impacto causado logo cedo na rotina da população.

“Quem depende de ônibus ficou sem saber o que fazer. Muita gente gastou dinheiro que não tinha com aplicativo e, poucas horas depois, a greve acabou. A sensação é de que a população sempre fica no prejuízo”, afirmou.

Já a servidora pública Alane Santana, de 25, disse que as paralisações da categoria acabam gerando insegurança para quem depende diariamente do transporte coletivo.

“Todo ano acontece essa ameaça de greve e a população nunca sabe o que vai encontrar no dia seguinte. Muita gente saiu de casa desesperada hoje. Quando viu, já tinha acabado tudo”, declarou.

Redes sociais tomadas por críticas

Os comentários nas redes sociais acompanharam o clima de revolta entre os passageiros. Internautas classificaram a paralisação como “palhaçada”, “circo” e “greve relâmpago”, enquanto outros ironizaram o fato de o movimento ter começado na madrugada e terminado ainda pela manhã.

Também houve quem defendesse a mobilização dos trabalhadores, argumentando que a categoria conseguiu pressionar os empresários e garantir avanços nas negociações.

Após mediação do Tribunal Regional do Trabalho da Bahia (TRT-5), os rodoviários aprovaram reajuste salarial de 4,11%, aumento no ticket alimentação, mudanças na jornada e outros benefícios. Com isso, a categoria encerrou a paralisação e os ônibus começaram a voltar às ruas de forma gradual ao longo do dia.

Durante o período sem circulação dos coletivos, a Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob) colocou em prática uma operação emergencial com reforço dos veículos do Sistema de Transporte Especial Complementar (STEC), os chamados “amarelinhos”.