Greve dos rodoviários pode gerar colapso no transporte de Salvador
Sindicato alerta para prejuízos aos trabalhadores e impacto na rotina da população
Por: Domynique Fonseca
11/05/2026 • 14:50 • Atualizado
Uma possível greve dos rodoviários de Salvador pode trazer impactos diretos para o transporte público da capital. O alerta foi feito pelo presidente do Sindicato dos Rodoviários da Bahia, Fábio Primo, durante entrevista ao programa Portal Esfera no Rádio, na rádio 97,5 FM, apresentado por Luis Ganem, nesta segunda-feira (11).
O sindicalista destacou que a greve pode trazer consequências graves para diferentes setores da cidade, desde trabalhadores e passageiros até as próprias empresas de ônibus.
“A greve a gente sabe como começa, mas não sabe como termina”, afirmou.
Segundo Fábio Primo, uma paralisação prolongada teria potencial para aprofundar a crise já enfrentada pelo transporte público de Salvador. O presidente do sindicato afirmou que algumas empresas operam em situação financeira delicada e poderiam não resistir a vários dias sem circulação de ônibus:
“Em uma greve de cinco dias, com esse sistema que está aí, talvez uma das empresas não volte mais."
A preocupação do sindicato é que o cenário provoque ainda mais redução da frota disponível, atrasos no sistema e prejuízos à operação do transporte coletivo na capital.
Rotina dos passageiros
Além do impacto econômico, a paralisação também pode comprometer a rotina de milhares de passageiros que dependem diariamente dos ônibus para trabalhar, estudar e acessar serviços essenciais.
“Greve não é boa para ninguém. Não é boa para os trabalhadores, não é boa para a população, não é boa para a prefeitura e não é boa para os empresários”, disse Fábio Primo.
Durante a entrevista, o presidente relembrou a greve realizada em 2006, apontada por ele como um exemplo dos prejuízos que uma paralisação pode trazer à categoria.
Segundo ele, após aquele movimento, os rodoviários perderam direitos históricos conquistados ao longo dos anos:
“Tinha direitos que nós tínhamos e perdemos depois daquela greve. Parte deles conseguimos recuperar ao longo desses 20 anos. Os trabalhadores querem um bom acordo. Mas também não podem ficar aguardando eternamente."
De acordo com o sindicato, já foram realizadas quatro rodadas de negociação sem consenso entre empresários e trabalhadores. A categoria reivindica reajuste salarial, aumento do ticket alimentação e mudanças na jornada de trabalho.
