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Ginecologista acusado de filmar paciente é solto após audiência de custódia

Por falta de materialidade do crime justiça entendeu que a prisão foi ilegal

Por: Mateus Oliveira

13/07/202615:00Atualizado

O ginecologista Hosaná Pereira de Santana, denunciado por suspeita de usar óculos com câmera para filmar pacientes durante consulta, teve a sua prisão suspensa pela Justiça em audiência de custódia no domingo (12). O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) determinou o relaxamento da prisão por compreender que a prisão em flagrante foi ilegal.

Médico acusado de filmar pacientes é solto
Foto: Ilustrativa/Reprodução/Magnific

Segundo a Justiça, não havia prova material do crime. Quando localizado pela Polícia Militar na sexta-feira (10), o médico confessou que havia gravado a paciente que o denunciou com fins científicos, conforme alegou a equipe da PM.

Após a soltura, o filho do médico, o advogado Hosaná Filho, afirmou, por meio do Instagram, que o pai estava sendo alvo de "acusações infundadas", além de tudo não passar de um mal-entendido. Segundo o advogado, o óculos era por conta da lente de grau e a câmera do óculos estava desativada durante a consulta.

Na decisão do TJ-BA, é salientado que a investigação não foi encerrada, apesar da nova atualização. A decisão pelo relaxamento é oriunda da análise técnica sobre a legalidade da prisão do ginecologista.

A denúncia contra o médico foi registrada na Casa da Mulher Brasileira e segue em investigação peloa Polícia Civil. O Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb) apura a situação.

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Relembre o caso

Na sexta-feira (10), a 58ª Companhia Independente (CIPM) foi chamada para verificar uma ocorrência de crime contra a dignidade sexual motivada por denúncia de ex-paciente ocorrida na Clínica Médica da Família, na Rua Laura Costa, no bairro da Vila Laura. 

Na ocasião, a equipe da Polícia Militar achou o  óculos com câmera que a vítima havia afirmado que o médico usou para gravá-la. O médico já havia deixado o local quando as autoridades chegaram. Quando localizado, conforme a PM alega, o médico confessou que as gravações tinham sido feitas com propósito científico.