Ginecologista preso em Salvador diz que gravava pacientes para pesquisa
Denúncia indicou que médico usava óculos equipado com dispositivo oculto
Por: Jaísa de Almeida
10/07/2026 • 15:30 • Atualizado
A denúncia de uma paciente terminou com a prisão em flagrante de um médico ginecologista e obstetra nesta sexta-feira (10), em Salvador. O profissional é investigado por suspeita de gravar, sem consentimento, imagens das partes íntimas de mulheres durante consultas particulares realizadas na Clínica Médica da Família, na Rua Laura Costa, no bairro de Vila Laura.
Segundo a Polícia Militar, equipes da 58ª Companhia Independente (CIPM) foram acionadas para averiguar uma ocorrência de crime contra a dignidade sexual. Ao chegarem à unidade de saúde, os policiais ouviram a paciente, que confirmou ter percebido que o médico utilizava óculos equipados com um dispositivo oculto de filmagem enquanto passava por um exame ginecológico.
O suspeito já havia deixado o local quando as equipes chegaram. Após buscas na região, o veículo dele foi localizado na Avenida Heitor Dias. Ainda conforme a PM, durante a abordagem, o médico confessou que havia feito as gravações, alegando que as imagens seriam destinadas a fins de pesquisa. Os policiais apreenderam os óculos com a câmera e o aparelho celular onde os vídeos estavam armazenados.
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Depois da abordagem, o médico e a paciente foram encaminhados à Casa da Mulher Brasileira, onde a ocorrência foi registrada.
Cremeb abre sindicância
Diante da gravidade da denúncia, a reportagem procurou o Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia(Cremeb), que informou ter instaurado uma sindicância ex officio para apurar a conduta do profissional.
Em seu posicionamento, o órgão informou que, caso a denúncia resulte em um Processo Ético-Profissional e haja decisão definitiva, eventuais sanções públicas serão divulgadas.
O conselho também destacou que "em conformidade com o disposto no Código de Processo Ético-Profissional (CPEP), o Cremeb esclarece que todos os processos éticos tramitam sob sigilo, assegurando-se o amplo direito à defesa e ao contraditório.".
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