Ginecologista condenado por estupro é afastado de hospital no sul da Bahia
Médico atuava em plantões de obstetrícia em Itabuna
Por: Redação
07/01/2026 • 11:31 • Atualizado
Após atuar por alguns meses em plantões na área de obstetrícia do Hospital Manoel Novaes, em Itabuna, no sul da Bahia, um médico ginecologista condenado em primeira instância por abuso sexual no Espírito Santo foi afastado da unidade hospitalar.
O profissional é Ricardo Ramos Pereira, condenado em outubro de 2024 a oito anos de prisão em regime fechado pelo crime de estupro de vulnerável. O caso aconteceu em abril de 2022, durante uma consulta médica no hospital municipal de Cobilândia, em Vila Velha, quando uma paciente de 22 anos foi vítima da agressão. Apesar da condenação, a decisão ainda cabe recurso, e o médico nega as acusações.
Condenação motivou novos afastamentos
Esse é o segundo afastamento do médico após a sentença judicial. Em setembro do ano passado, ele já havia sido desligado da Santa Casa de Lavras, em Minas Gerais, onde também exercia a profissão. As informações foram divulgadas pelo G1 Bahia.
Em nota oficial, a Santa Casa de Itabuna afirmou que exige, durante o processo de contratação, a apresentação de atestado de antecedentes éticos emitido pelo Conselho Regional de Medicina da Bahia (Cremeb). Segundo a instituição, o documento entregue pelo profissional não apontava impedimento para o exercício da atividade médica no momento da admissão.
O caso reacende o debate sobre os critérios de contratação e fiscalização de profissionais da saúde com condenações judiciais em andamento, especialmente em áreas sensíveis como a ginecologia e obstetrícia.
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