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Enfermeiras agredidas: Hospital e conselho detalham caso de polícia em Salvador

Acompanhante de paciente teria atacado as profissionais de saúde

Por: Jaísa de Almeida

08/04/202617:00Atualizado

Três enfermeiras do setor de emergência do Hospital Eládio Lasserre, localizado no bairro de Cajazeiras II, em Salvador, foram agredidas na terça-feira (7) por uma mulher de 42 anos que acompanhava uma paciente na unidade. A identidade da suspeita não foi divulgada.

Hospital Eládio Lasserre
Foto: Ilustrativa/Divulgação/Sesab

De acordo com a Polícia Militar, que confirmou o caso ao portal Esfera, equipes do 22º Batalhão (BPM) foram acionadas para averiguar uma ocorrência envolvendo uma discussão entre populares dentro do hospital. Segundo a corporação, o desentendimento evoluiu para agressões físicas antes da chegada dos agentes.

Relatos obtidos indicam ainda que a confusão teria sido motivada pela demora no atendimento. Após o episódio, conforme uma fonte da unidade, as profissionais afirmaram que não se sentiam seguras para permanecer no plantão naquele dia.

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Tanto a mulher quanto as enfermeiras foram conduzidas à delegacia responsável, onde a ocorrência foi registrada. A Polícia Civil informou que a Central de Flagrantes (Cenflag) instaurou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) para apurar o caso.

Por meio de nota, a unidade de saúde afirmou que as profissionais "foram imediatamente assistidas, encaminhadas para avaliação médica e prontamente acolhidas, onde receberam suporte individualizado e institucional."

"Paralelamente, foram adotadas medidas de acolhimento e escuta ao familiar, bem como garantida a continuidade da assistência no setor de emergência, sem prejuízo ao atendimento aos pacientes.

O hospital permanece em contato com as profissionais envolvidas, prestando suporte e acompanhamento. A instituição ressalta que dispõe do Programa “Cuidando de Quem Cuida”, voltado ao acolhimento dos colaboradores, por meio de escuta qualificada e ações de promoção à saúde", acrescenta. 

Sobrecarga no atendimento

Em posicionamento enviado à reportagem, o Conselho Regional de Enfermagem da Bahia (Coren-BA) declarou que repudia qualquer ato de violência contra profissionais de saúde e destacou que a unidade enfrenta sobrecarga de trabalho e número reduzido de enfermeiros, o que impacta diretamente o tempo de espera. 

“Nenhuma circunstância justifica qualquer tipo de agressão contra profissionais de saúde. A violência nos serviços de saúde é inaceitável e precisa ser combatida com rigor, garantindo segurança e condições dignas de trabalho para aqueles que estão na linha de frente do cuidado”, diz a pasta.

O portal Esfera entrou em contato com a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), responsável pela administração da unidade, e com a assessoria do Hospital Eládio Lasserre, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para posicionamentos.