Empresário investigado por mortes em ferro-velho obtém prisão domiciliar
Marcelo Batista usará tornozeleira eletrônica
Por: Jaísa de Almeida
14/05/2026 • 18:00 • Atualizado
O Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) autorizou que o empresário Marcelo Batista da Silva deixe a prisão e passe a cumprir prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica. Ele é investigado pelo desaparecimento e morte de Paulo Daniel Pereira Gentil do Nascimento e Matusalém Lima Muniz. A decisão foi expedida na quarta-feira (14).
Pelo despacho, Marcelo está liberado para sair de casa entre 6h e 20h, de segunda a sábado, exclusivamente para exercer atividade profissional. Nos demais períodos, deverá permanecer em sua residência.
Em resposta ao portal Esfera, o TJBA informou que “defere o pleito defensivo, determina que se oficie a CMEP para colocação imediata da tornozeleira eletrônica, que o Cartório anote nos autos a modificação do endereço do denunciado conforme requerido pela defesa e que sejam realizadas as intimações necessárias”.
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Além disso, o tribunal esclareceu que monitoramento eletrônico é administrado pela Secretaria de Administração Penitenciária (SEAP), por meio da Central de Monitoramento Eletrônico de Pessoas (CMEP). Cabe ao órgão instalar o equipamento e acompanhar, de forma contínua, o cumprimento das determinações judiciais.
Caso segue sob investigação
Marcelo Batista é apontado pela Polícia Civil como principal suspeito da ação criminosa que ficou conhecida como “Caso Ferro-Velho”. As investigações indicam que Paulo Daniel e Matusalém desapareceram em novembro de 2024, depois de irem até um ferro-velho situado no bairro de Pirajá, em Salvador.
Durante as apurações, vestígios de sangue foram identificados no imóvel. O sistema de câmeras do estabelecimento também teria sido danificado. Mesmo com o desenrolar das investigações, os corpos das vítimas ainda não foram encontrados.
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