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Saúde emocional dos pets entra em alerta com aumento de casos de ansiedade

Mudanças na rotina e isolamento estão entre os fatores associados ao problema

Por: Redação

22/05/202620:30

A cena tem se tornado mais comum dentro de casas e apartamentos: cães que não conseguem ficar sozinhos, gatos que passam a se lamber de forma excessiva e animais com comportamento alterado sem motivo aparente. O que muitos tutores enxergam apenas como “mania” ou agitação pode estar ligado a quadros de ansiedade e estresse. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), mais de 35% dos cães atendidos em clínicas veterinárias apresentam sinais relacionados ao problema.

cães e gatos
Foto: Ilustrativa/Rovena Rosa/Agência Brasil

Os sintomas costumam aparecer de diferentes formas. Alguns animais passam a destruir objetos, vocalizar em excesso ou demonstrar medo intenso. Outros apresentam irritação repentina, perda de apetite e dificuldade para descansar. Em quadros mais frequentes, também podem surgir vômitos, diarreia e dermatites, já que o estado emocional interfere diretamente no organismo dos pets.

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O aumento desses casos é associado às transformações no estilo de vida dos animais. Com menos espaço para atividades, redução das saídas e longos períodos sem companhia, muitos pets acabam submetidos a rotinas com poucos estímulos. O crescimento da procura por atendimento veterinário também contribuiu para ampliar a identificação desse tipo de alteração comportamental.

Medidas simples podem reduzir os impactos

A orientação é que os tutores invistam em hábitos que ajudem a manter os animais ativos e entretidos ao longo do dia. Passeios, brincadeiras, brinquedos olfativos e ambientes adaptados para exploração estão entre as estratégias mais indicadas para diminuir os sinais de ansiedade e estresse.

Outro ponto observado é o tempo prolongado de solidão. Para alguns animais, alternativas como creches e acompanhamento de pet sitters podem auxiliar na adaptação da rotina. A recomendação é observar o comportamento de cada pet individualmente, respeitando idade, perfil e necessidades específicas. As informações são da coluna É o Bicho, do Metrópoles.