Leishmaniose: Saiba identificar os sinais da doença nos cães
Doença transmitida por mosquito exige atenção dos tutores
Por: Redação
15/06/2026 • 20:30
A leishmaniose visceral, doença considerada uma das mais graves entre as zoonoses, tem ampliado sua presença nos centros urbanos brasileiros e acendido o alerta entre especialistas e tutores de animais. Dados da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) apontam que o Brasil concentra 95,5% dos casos registrados da enfermidade em todas as Américas.
Transmitida pela picada do mosquito-palha infectado pelo protozoário Leishmania, a doença pode atingir órgãos como fígado, baço e medula óssea. Embora os cães não transmitam a leishmaniose diretamente para as pessoas, eles funcionam como reservatórios do parasita. Com isso, mosquitos que entram em contato com animais infectados podem adquirir o protozoário e continuar o ciclo de transmissão.
O cenário climático atual tem contribuído para a expansão da doença para grandes áreas urbanas. Um dos desafios está justamente na identificação dos casos, já que os sinais clínicos podem demorar a aparecer. Entre os sintomas mais comuns nos cães estão feridas que não cicatrizam, crescimento anormal das unhas, perda de peso e apatia.
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O diagnóstico também pode ser complexo, o que dificulta a detecção precoce da enfermidade. Em alguns casos, os animais acabam não resistindo às complicações provocadas pela doença. Outro fator de preocupação é que, após a infecção, o cão permanece portador do protozoário por toda a vida.
Diante desse cenário, especialistas reforçam que a prevenção segue sendo a principal ferramenta de combate à leishmaniose. Entre as medidas recomendadas estão o uso de coleiras com ação repelente e inseticida, a manutenção da limpeza de quintais e jardins, a redução de passeios ao amanhecer e ao entardecer e a instalação de telas de malha fina em janelas e canis. As informações são da coluna é o Bicho, do portal Metrópoles.
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