Logo

Doenças transmitidas pelo caramujo africano despertam alerta em Salvador

Condições climáticas da atual época do ano implicam na atenção redobrada

Por: Redação

28/04/202620:30

O risco de transmissão de doenças através do caramujo africano (Lissachatina fulica) ligou o alerta da Prefeitura de Salvador. A demanda através do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) compreende a chegada do período chuvoso. Por causa das condições climáticas desta época do ano, o animal tem a chance de aparecer com maior frequência.

Caramujo africano aparece na atual estação do ano
Foto: Ilustrativa/Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF

“O caramujo africano pode atuar como hospedeiro de parasitas que causam zoonoses de importância médica. Por isso, é importante ter cuidado ao realizar a limpeza de quintais onde ele esteja presente e higienizar bem os alimentos antes do consumo, especialmente os consumidos crus”, indica a chefe do Setor de Vigilância e Controle das Zoonoses Transmitidas por Animais Sinantrópicos, Cris Yuki.

Leia mais:
Abril Laranja liga alerta para maus-tratos a animais
Nível abaixo da linha da pobreza envolve cerca de 5 milhões de cães e gatos
México considera vira-lata caramelo como ‘patrimônio nacional’

O caramujo pode transmitir meningite eosinofílica, angiostrongilíase e infecções graves, fatais em alguns casos. Em contrapartida, não é recomendável jogar sal no animal, visto que, com isso, uma “bomba” de parasitas é liberada e a contaminação pode se espalhar. 

Atividades práticas

O ato de remover entulho, folhas acumuladas e restos orgânicos do quintal, bem como acondicionar bem o lixo, são fases indispensáveis. Sobre o caso, as denúncias podem ser feitas através do 156 para o CCZ

Desta forma, é necessário usar luvas e colocá-los em baldes para recolher os animais. Posteriormente, deve ser utilizada uma mistura de 3 litros de água e 1 litro de água sanitária, com os caramujos em imersão por 24 horas. 

Por fim,, os cascos devem ser quebrados e dispensados em sacos plásticos na coleta seletiva; já os animais, esmagados e enterrados em valas com profundidade de 80 cm à 1,5m, revestidas por uma camada de cal virgem, que possui a função de impermeabilizar o solo. Ainda assim, o líquido com água sanitária deve ser despejado em esgoto doméstico.