Logo

Adotou um cão de abrigo? Veja como facilitar a adaptação do pet

Entenda como o comportamento do animal pode mudar no novo ambiente

Por: Redação

01/07/202620:20

Levar para casa um cão que veio de abrigo e passou por situações difíceis pode ser um desafio no começo. Muitos chegam mais quietos, desconfiados ou sem vontade de interação. Isso faz parte do processo de mudança de ambiente. No entanto, nos primeiros dias, o erro mais comum é querer aproximação rápida.

cão de abrigo
Foto: Ilustrativa/Reprodução/Freepik

O ideal é deixar o animal mais tranquilo, com um canto próprio para descansar, sem muita movimentação na casa. Visitas frequentes e barulho podem deixar o pet mais tenso, então devem ser evitados no início. O contato com o tutor precisa acontecer de forma espontânea, sem forçar carinho ou aproximação.

Leia mais:
Suspeito de realizar eutanásia ilegal em cães é preso em flagrante
Mulher vai à Justiça para cobrar despesas de cães ao ex, mas perde ação
Trilha com cachorro exige cuidados para evitar acidentes; veja quais são

Porém, nem sempre o comportamento diferente está ligado só ao passado do animal. Dor ou problema de saúde também podem influenciar. Por isso, uma ida ao veterinário logo no começo ajuda a identificar situações como infecção, ferimentos antigos ou problemas nos dentes, que podem mudar o jeito do cão agir.

Cuidados básicos nos primeiros dias:

  • Dar um espaço calmo dentro de casa para o animal ficar sozinho quando quiser;

  • Evitar visitas, agitação e tentativa de interação o tempo todo;

  • Não forçar contato físico nem chegar de forma brusca;

  • Levar ao veterinário para checar possíveis dores ou doenças;

  • Entender que o ajuste leva tempo: cerca de 3 dias para relaxar, 3 semanas para entender a rotina e até 3 meses para se sentir mais seguro.

Mesmo com todos os cuidados, cada cão tem seu próprio ritmo. Alguns se soltam mais rápido, outros demoram semanas ou meses. A pressa pode atrapalhar o processo.

Quando a adaptação fica mais difícil, a ajuda de um adestrador ou de um veterinário com foco em comportamento pode ser necessária para orientar o tutor e facilitar a convivência no dia a dia. As informações são da coluna É o Bicho!, do portal Metrópoles.