Polícia prende suspeitos do PCC envolvidos na morte de delegado em SP
Motivação do crime seria vingança
Por: Redação
13/01/2026 • 17:44 • Atualizado
A Polícia Civil de São Paulo prendeu, nesta terça-feira (13), três criminosos acusados de envolvimento no assassinato do ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, em setembro de 2025. Segundo as autoridades, ambos os acusados teriam ligação com a alta cúpula da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
Até o momento, as identidades dos criminosos divulgadas foram:
Marcio Serapião de Oliveira, vulgo Velhote ou MC
Foto: Reprodução
Apontado como integrante do PCC, Marcio é investigado por dar apoio estratégico e logístico ao crime.
Na hora da abordagem, o criminoso tentou fugir, mas foi capturado na região de Interlagos, na Zona Sul de São Paulo. Com ele, foram apreendidos documentos e dois celulares.
Fernando Alberto Teixeira, vulgo Azul ou Careca
Foto: Reprodução
Responsável por articular o mando da ação criminosa, participando do planejamento, da coordenação logística e da execução indireta do crime.
Ele foi preso em Jundiaí, zona leste de São Paulo, e também portava dois celulares.
Manoel Alberto Ribeiro Teixeira, vulgo Manezinho ou Manoelzinho
Foto: Reprodução
Manoel é investigado por atuar como principal articulador logístico e operacional do grupo, ajudando na fuga dos envolvidos, além do fornecimento de materiais e mantendo ligação com os executores do crime.
Manoel foi preso em Mongaguá, no litoral paulista, com uma arma de fogo.
Vingança é apontada como motivação do crime
Em entrevista coletiva concedida à imprensa, ainda na tarde desta terça, o secretário de segurança pública de São Paulo, delegado Osvaldo Nico Gonçalves, afirmou que os três presos na operação de hoje já haviam sido presos anteriormente, por crimes relacionados ao assalto a bancos, e investigados pelo delegado Ruy Ferraz.
Posteriormente, com o avanço das investigações, foi descoberto o envolvimento do PCC nas atividades criminosas. Com isso, a teoria que ganha mais força entre as autoridades paulistas é a de que o assassinato tenha sido motivado por vingança.
Até o momento, 13 pessoas já foram presas, só em 2025, por envolvimento no crime. Dessas, cinco foram libertas do regime fechado e seguem usando tornozeleira eletrônica.
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