PF investiga movimentações de empresa ligada a Virginia Fonseca; saiba motivo
Relatórios apontam operações consideradas atípicas para a influenciadora
Por: Redação
08/06/2026 • 11:19
A Talismã Digital, empresa ligada à influenciadora Virginia Fonseca, passou a ser alvo de investigação da Polícia Federal após movimentações financeiras serem classificadas como suspeitas em relatórios produzidos a partir de informações analisadas depois da CPI das Bets.
Segundo informações divulgadas pelo programa Domingo Espetacular, da Record TV, os documentos apontam possíveis indícios de irregularidades fiscais, financeiras e até suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo operações realizadas pela empresa.
O material também teria sido compartilhado com órgãos de controle responsáveis pelo monitoramento de movimentações financeiras consideradas atípicas.
Até o momento, não há acusação formal contra Virginia Fonseca, e as apurações seguem em andamento para verificar a origem e a legalidade das transações identificadas pelos investigadores.
Transferências milionárias chamaram atenção
De acordo com o levantamento, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificou que a Talismã Digital recebeu aproximadamente R$ 22,4 milhões entre março e setembro de 2024.
Desse montante, cerca de R$ 21,4 milhões teriam sido movimentados por meio de 44 operações via Pix, enquanto outros R$ 1 milhão chegaram por transferência bancária do tipo TED.
Entre as transações analisadas, os investigadores destacam repasses de aproximadamente R$ 17,7 milhões realizados pela empresa Amp Pay Marketing.
O valor chamou atenção porque a companhia opera sob o regime do Simples Nacional, cuja receita bruta anual possui limite legal de R$ 4,8 milhões. Para os investigadores, a movimentação de valores muito superiores ao teto previsto para esse enquadramento tributário pode indicar possíveis inconsistências que precisam ser esclarecidas.
Relação com plataformas de apostas também é analisada
Além da análise financeira, a Polícia Federal apura possíveis conexões entre empresas vinculadas à influenciadora, a Amp Pay Marketing e plataformas de apostas esportivas online.
A investigação busca identificar se houve alguma irregularidade nas operações comerciais ou financeiras envolvendo essas companhias.
Em nota encaminhada à emissora, a defesa de Virginia Fonseca afirmou que não existe qualquer ilegalidade nas movimentações financeiras da empresária. Os advogados destacaram que operações classificadas como atípicas pelos órgãos de controle não representam, por si só, a prática de crimes ou irregularidades.
A defesa também negou qualquer relação da Wepink, marca fundada por Virginia, com pessoas ou empresas ligadas ao crime organizado. Segundo os representantes legais, a empresa possui estrutura própria, processos de governança, auditoria independente e atuação regular no mercado.
As apurações seguem sob responsabilidade da Polícia Federal e dos órgãos de controle financeiro.
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