Justiça condena acusados pela morte de Sara Freitas
Penas variam de 28 a 34 anos; crime foi classificado como feminicídio qualificado
Por: Redação
26/03/2026 • 09:09
Os três homens acusados de envolvimento na morte da cantora gospel Sara Freitas foram condenados após julgamento realizado no Fórum Criminal de Dias D’Ávila, na Região Metropolitana de Salvador. O júri popular teve duração de dois dias e foi encerrado na quarta-feira (25).
Os réus responderam por feminicídio qualificado por motivo torpe, mediante pagamento e promessa de recompensa, além do uso de meio cruel e de recurso que dificultou a defesa da vítima.
As penas definidas pela Justiça foram:
Ederlan Santos Mariano: 34 anos e cinco meses de prisão;
Victor Gabriel Oliveira Neves: 33 anos e dois meses;
Weslen Pablo Correia de Jesus, conhecido como Bispo Zadoque: 28 anos e seis meses.
No caso de Weslen, houve redução da pena em razão da confissão apresentada durante o julgamento.
O julgamento estava inicialmente previsto para novembro de 2025, mas precisou ser adiado após os advogados dos réus deixarem o plenário alegando falta de segurança. A Justiça considerou a saída irregular e manteve o local da sessão para a nova data.
Reprodução/TV Bahia
O crime ocorreu em 24 de outubro de 2023. Em abril de 2025, outro envolvido, o motorista por aplicativo Gideão Duarte de Lima, já havia sido condenado a 20 anos e quatro meses de prisão por levar a vítima até o local onde ela foi assassinada.
Segundo as investigações, Ederlan Mariano, marido da cantora, teria sido o mandante do crime. Gideão foi responsável pelo transporte da vítima, enquanto Victor Gabriel ajudou a imobilizá-la e Weslen Pablo executou o homicídio.
De acordo com o Ministério Público da Bahia (MP-BA), o grupo também atuou na ocultação do cadáver e manteve associação criminosa. Durante as apurações, três dos envolvidos confessaram participação e relataram a divisão de R$ 2 mil pagos pela execução.
A vítima foi encontrada morta no dia 27 de outubro de 2023, às margens da BA-093, após ficar desaparecida por quatro dias. Ela havia saído de casa, no bairro de Valéria, em Salvador, informando que participaria de um encontro religioso.
O caso ganhou repercussão após familiares relatarem que a cantora vivia um relacionamento conturbado e pretendia deixar o marido. A Polícia Civil apurou que o crime teria sido planejado previamente.
A defesa dos condenados ainda pode recorrer da decisão.
