Filho de Lula é alvo de PF, STF e CPMI em apuração sobre INSS
Quebras de sigilo aumentam pressão sobre Fábio Luís da Silva; defesa nega irregularidades
Por: Redação
28/02/2026 • 11:08
O empresário Fábio Luís da Silva passou a ser alvo simultâneo de apurações conduzidas pela Polícia Federal, pelo Supremo Tribunal Federal e pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga descontos indevidos em aposentadorias do INSS. O avanço das medidas ocorre após o surgimento de indícios que o relacionam ao empresário Antônio Carlos Camilo Antunes.
Nesta semana, a CPMI aprovou requerimento para a quebra de sigilos do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto o ministro André Mendonça, do STF, autorizou o acesso da Polícia Federal a dados bancários e fiscais do investigado. As medidas têm como objetivo aprofundar a apuração sobre a suspeita de que ele teria atuado como sócio oculto de Antunes.
O nome de Fábio Luís apareceu em conversas interceptadas pela investigação, nas quais o empresário investigado faz referência a um repasse financeiro ligado a uma empresa da empresária Roberta Luchsinger. A citação foi um dos elementos que embasaram o pedido de quebra de sigilo pela Polícia Federal.
Segundo a corporação, há indícios preliminares de transferências mensais que teriam como destinatário o empresário. A suspeita é de que os valores estariam relacionados à facilitação de acesso do investigado a locais em Brasília, hipótese negada pelas defesas.
Sessão marcada por tumulto
A reunião da CPMI que aprovou a quebra de sigilo foi marcada por divergências entre parlamentares. Governistas acusaram o presidente do colegiado, Carlos Viana, de irregularidades na condução da votação. Apesar das contestações, foi solicitado ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras o envio de relatório de inteligência financeira sobre Fábio Luís.
O requerimento foi apresentado pelo relator da comissão, o deputado Alfredo Gaspar (União), que aponta a necessidade de esclarecer a menção ao “filho do rapaz” em mensagens atribuídas a Antunes.
Defesa
Em manifestação ao STF, a defesa do empresário afirmou que a quebra de sigilo é desnecessária e declarou que ele está à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos. Os advogados sustentam que Fábio Luís não participou de fraudes relacionadas ao INSS e não cometeu irregularidades.
O filho do presidente já havia sido investigado anteriormente na Operação Lava Jato, mas o caso foi arquivado pela Justiça Federal de São Paulo em 2022.
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