Logo

CPMI pede ao STF que rejeite viagem de Lulinha ao exterior

Parlamentares da CPMI do INSS solicitam retenção de passaporte e monitoramento eletrônico

Por: Redação

13/01/202618:29Atualizado

Os integrantes da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social  (INSS) protocolaram no Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para que Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, seja impedido de deixar o Brasil. 

Foto CPMI pede ao STF que rejeite viagem de Lulinha ao exterior
Foto: Lula Marques/Agência Brasil

A Iniciativa foi articulada pelo deputado Marcel Van Hattem, do Partido Novo do Rio Grande do Sul, e contou com a assinatura do relator do colegiado, Alfredo Gaspar, do União Brasil de Alagoas. Na representação encaminhada ao Supremo, os parlamentares solicitam a retenção do passaporte e a adoção do monitoramento eletrônico por meio de tornozeleira.  

Conforme informações da coluna de Andreza Matais, do portal Metrópoles, o pedido foi direcionado ao ministro da casa, André Mendonça, e também assinado pelos deputados Luiz Lima, do Partido Novo do Rio de Janeiro, e Adriana Ventura, do Partido Novo de São Paulo, além dos senadores Eduardo Girão, do Partido Novo do Ceará, e Rogério Marinho, do Partido Liberal do Rio Grande do Norte.

Leia mais:
CPMI do INSS rejeita convocação de Lulinha após votação complicada
PF apura citações a Lulinha em investigação sobre fraudes no INSS

“Se tiver filho meu metido nisso, será investigado”, diz Lula sobre fraudes no INSS

Os congressistas afirmam que  a medida busca evitar que Lulinha, filho do atual presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, retorne a Madri, capital da Espanha, onde reside atualmente. Ele veio até o Brasil para as festas de fim de ano e deve voltar à Europa por causa do calendário escolar dos filhos.

Depoimento leva nome de Lulinha à CPMI

O nome de Fábio Luís passou a ser citado nos trabalhos da comissão após o depoimento do Edson Claro, ex-funcionário de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, A Polícia Federal (PF), o homem relatou que o ex-chefe pagava uma “mesada” de R$300 mil a Lulinha.

Segundo o depoente, os repasses  teriam como objetivo facilitar contatos e abrir caminhos para a empresa internacional de maconha medicinal World Cannabis. A partir dessas declarações, a PF iniciou investigações sobre um eventual envolvimento de Lulinha com o “Careca do INSS”, inclusive após identificar que ambos viajaram juntos no mesmo voo para Portugal.

No fim de 2025, parlamentares da oposição tentaram aprovar na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito a convocação de Lulinha para prestar esclarecimentos, mas o requerimento foi derrotado por integrantes da base governista. Após a divulgação dos depoimentos de Edson Claro, novos pedidos de convocação foram apresentados ao colegiado.