Autonomia financeira é chave contra violência, diz advogada
Fernanda Graziela destaca ações e capacitação de mulheres na Bahia
Por: Domynique Fonseca
31/03/2026 • 12:51
A relação entre independência financeira e o enfrentamento à violência contra a mulher foi um dos principais pontos abordados pela advogada Fernanda Graziela durante participação no programa Portal Esfera no Rádio, apresentado por Luis Ganem, na 97,5 FM, nesta terça-feira (31).
Com mais de uma década de atuação na advocacia e trajetória consolidada na defesa dos direitos humanos, Fernanda destacou que a autonomia econômica é um dos pilares fundamentais para romper o ciclo da violência.
“A independência financeira está diretamente ligada à liberdade da mulher. Quando conseguimos promover isso, damos a ela a possibilidade de sair de situações de violência”, afirmou.
A advogada também detalhou iniciativas voltadas à promoção da igualdade de gênero, como o selo Lilás, certificação concedida pelo Governo da Bahia a empresas e instituições que adotam políticas de valorização das mulheres. Segundo ela, a certificação leva em conta critérios como a presença feminina no quadro de funcionários, garantia de direitos trabalhistas e incentivo à liderança feminina.
“Empresas que promovem a inclusão de mulheres, especialmente em cargos de liderança ou em situação de vulnerabilidade, recebem pontuação. Ao final, são reconhecidas com o selo, demonstrando compromisso com mulheres e meninas”, explicou.
Outro destaque foi o anúncio de uma ação social voltada à capacitação profissional de mulheres. A iniciativa, promovida pela Comissão de Proteção aos Direitos das Mulheres em parceria com institutos privados, será realizada no dia 7 de abril, na Casa da Mulher Brasileira.
O evento oferecerá treinamento gratuito em vendas, além de atividades de cuidado pessoal, como maquiagem e massagem. As participantes também receberão kits para iniciar atividades profissionais, sem custo.
“A ideia é acolher essa mulher e oferecer ferramentas reais para que ela possa se inserir ou retornar ao mercado de trabalho. Muitas vezes, ela interrompe a carreira por diversos motivos e precisa de apoio para recomeçar”, pontuou.
As vagas são limitadas e as inscrições devem ser feitas previamente por meio das redes sociais da Comissão. A ação faz parte de um conjunto de estratégias que buscam não apenas o acolhimento, mas também a promoção da autonomia e dignidade feminina.
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