Flávio reage à proibição de visitas ao pai e critica decisão "covarde" de Moraes
Filhos do ex-presidente contestam restrição imposta pelo STF após descumprimento de medidas cautelares
Por: Redação
18/07/2026 • 10:41 • Atualizado
Os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro reagiram à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que proibiu visitas ao ex-chefe do Executivo por 30 dias. A medida foi determinada após Moraes concluir que Bolsonaro descumpriu uma das restrições impostas no regime de prisão domiciliar.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) classificou a decisão como "ilegal, desproporcional, covarde e cruel". Em publicação nas redes sociais, afirmou que o pai está sendo alvo de perseguição e comparou a situação a um "enterro em vida". "Hoje foi mais um bico na boca", escreveu o parlamentar ao comentar a determinação do STF.
Carlos Bolsonaro também criticou a decisão e afirmou que todos os filhos foram impedidos de visitar o pai. Já Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos, alegou que a Constituição proíbe que um preso permaneça incomunicável. Jair Renan, por sua vez, comparou o tratamento dado ao ex-presidente com o recebido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o período em que esteve preso em Curitiba.
Na decisão, Alexandre de Moraes ressaltou que Bolsonaro não está incomunicável. Segundo o ministro, o ex-presidente continua tendo acesso à equipe de defesa, formada por 30 advogados, além de receber atendimento médico e permanecer na companhia da esposa, Michelle Bolsonaro, da filha e da enteada. O magistrado destacou ainda que dezenas de visitas de advogados já foram realizadas desde o início da prisão domiciliar.
A restrição foi imposta após Flávio Bolsonaro divulgar um vídeo em que aparece lendo uma carta escrita pelo pai. Como uma das medidas cautelares impede Bolsonaro de utilizar redes sociais, inclusive por intermédio de terceiros, Moraes entendeu que houve descumprimento da decisão judicial. A defesa do ex-presidente alegou que ele não tinha conhecimento da publicação, mas o ministro considerou a justificativa insuficiente, mantendo a prisão domiciliar e aplicando a proibição temporária de visitas.
