Zé Neto defende fim da escala 6x1 e aposta em jornada 5x2
Deputado afirma que proposta tem apoio no Congresso, mas exige ajustes para pequenos negócios
Por: Domynique Fonseca
09/04/2026 • 13:00 • Atualizado
Durante participação no programa Portal Esfera no Rádio, da 97,5 FM, apresentado por Luis Ganem, nesta quinta-feira (9), o deputado federal Zé Neto (PT-BA) comentou a proposta do Governo Federal que prevê o fim da escala de trabalho 6x1, modelo em que o trabalhador atua seis dias para descansar apenas um.
A iniciativa, que deve ser enviada ao Congresso Nacional nos próximos dias, é defendida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e propõe a redução da jornada sem diminuição salarial. O tema já tramita no Legislativo por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), mas ganha novo impulso com o envio de um projeto pelo Executivo.
Durante a entrevista, Zé Neto declarou ser favorável à mudança no modelo de jornada, destacando que a escala 5x2, com cinco dias de trabalho e dois de descanso, pode ser uma alternativa viável.
“Eu sou a favor do fim da 6x1. Acho que não cabe mais esse modelo. Mas essa transição precisa ser feita com equilíbrio”, afirmou.
O parlamentar ressaltou que, apesar do apoio significativo à proposta, há preocupações principalmente por parte do setor empresarial. Segundo ele, pequenos e microempreendedores, responsáveis por grande parte da geração de empregos no país, podem enfrentar dificuldades na adaptação à nova jornada.
Para o deputado, uma possível solução está na reorganização da carga horária semanal, com a redução de 44 para 40 horas. Ele defende que essa modelagem pode facilitar a implementação da escala 5x2 sem comprometer a produtividade.
“A gente precisa construir um formato que permita essa mudança sem prejudicar quem gera emprego”, explicou.
O deputado também destacou que a proposta tem respaldo popular e político. De acordo com ele, a maioria dos parlamentares tende a apoiar o fim da escala atual, acompanhando a opinião pública.
“A grande maioria dos deputados é favorável. E a população também já demonstrou isso”, disse.
Outro ponto levantado pelo parlamentar foi a necessidade de fortalecer a atuação dos sindicatos, tanto de trabalhadores quanto patronais. Segundo Zé Neto, essas entidades podem desempenhar papel fundamental na negociação das novas regras por categoria, especialmente diante das particularidades de cada setor.
A proposta ainda deve ser debatida no Congresso Nacional, onde poderá sofrer ajustes antes de eventual aprovação. A expectativa é que o texto avance nas próximas semanas, em meio a discussões sobre modernização das relações de trabalho e equilíbrio entre produtividade e qualidade de vida.
Relacionadas
