Nikolas comenta decisão que restringe contato entre Bolsonaro e Flávio
Deputado do PL questionou medida do STF
Por: Redação
14/07/2026 • 19:00
As restrições impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), provocaram reações por parte dos aliados do ex-presidente. Em vídeo publicado nas redes sociais, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) criticou as determinações do magistrado.
Segundo Nikolas, o tratamento dado ao ex-chefe do Executivo é diferente do recebido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quando o mesmo esteve preso. A manifestação ocorreu depois que Moraes proibiu Bolsonaro de manter contato com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por 90 dias.
A medida foi tomada após Flávio ler, durante uma transmissão na internet, uma carta escrita pelo pai. Para o ministro, houve descumprimento da decisão que impede o ex-presidente, em prisão domiciliar e condenado a mais de 27 anos, de usar as redes sociais de forma direta ou indireta.
Ao comentar a decisão, Nikolas afirmou que Bolsonaro ficará impedido de encontrar o filho durante boa parte do primeiro turno das eleições.
Leia mais:
- Nikolas rebate Erika Hilton e defende escala 6x1; veja vídeo
- Nikolas Ferreira se oferece para mediar crise entre Michelle e Flávio
- Senado apura denúncia de suposto atentado contra Flávio Bolsonaro
"Bolsonaro está preso e não pode sair de casa, não pode ter redes sociais, não pode falar por terceiros por redes sociais, não pode fazer nada. Literalmente estão matando o cara em vida. Agora não pode receber visita nem do próprio filho", declarou o deputado.
TSE no radar
Além das críticas ao STF, Nikolas voltou a questionar decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na eleição de 2022. Ele citou que Lula obteve 395 direitos de resposta, contra 55 concedidos a Bolsonaro. Na ocasião, o petista venceu ações contra propagandas que o chamavam de "corrupto" e "ladrão" e diziam que ele recebia votos de pessoas presas.
Já o ex-presidente conseguiu direito de resposta após ser associado ao canibalismo por causa de uma entrevista antiga, na qual afirmou que a declaração fazia referência a um ritual indígena e que não participou da prática.
Relacionadas
