Logo

Michelle relata sofrimento de Bolsonaro após queda e pede prisão domiciliar

Ex-primeira-dama diz que ex-presidente critica atendimento

Por: Redação

08/01/202613:35Atualizado

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou, nesta quarta-feira (7), que presenciou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), de 70 anos, em intenso sofrimento durante atendimento médico no hospital DF Star, em Brasília. Segundo ela, o marido até pediu para morrer diante da gravidade das dores que sentia.

Foto Michelle relata sofrimento de Bolsonaro após queda e pede prisão domiciliar
Foto: Divulgação/PL Mulher

A declaração foi dada a jornalistas em frente à unidade de saúde, onde Bolsonaro passou por exames após sofrer uma queda na terça-feira (6), dentro da cela em que está detido na Superintendência da Polícia Federal. Michelle relatou que o ex-presidente estava desorientado e com dificuldades para se comunicar quando ela conseguiu visitá-lo.

De acordo com a ex-primeira-dama, não foi possível identificar com clareza o momento exato do acidente. Ela afirmou que Bolsonaro apresentava confusão mental, agravada pelo uso de medicamentos fortes, que o deixaram sonolento.

“Ele não conseguia se lembrar se a queda aconteceu durante a madrugada ou ainda à noite”, contou.

Michelle explicou que existe um desnível entre o quarto e o banheiro da cela, o que pode ter contribuído para o acidente. Ela também destacou que o ex-presidente convive com dores constantes desde as cirurgias realizadas nos últimos anos e que, segundo suas palavras, desenvolveu uma espécie de “modo de sobrevivência” para lidar com o sofrimento físico.

A ex-primeira-dama afirmou ainda que Bolsonaro evita pedir ajuda e não gosta de incomodar, comportamento que, na avaliação dela, pode ter atrasado o socorro após a queda. Michelle lembrou que o ex-presidente já passou por nove cirurgias, têm comorbidades e episódios frequentes de tontura.



Prisão domiciliar

 

Durante a fala à imprensa, Michelle voltou a defender a concessão de prisão domiciliar para Bolsonaro. Ela afirmou que pretende cuidar pessoalmente do ex-presidente e argumentou que não há justificativa para mantê-lo preso diante do estado de saúde.

“Ele deveria ter acompanhamento médico e psicológico contínuo”, disse, acrescentando que considera inadequada a permanência dele em isolamento.

O vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente, também criticou a condução do caso. Em declaração a jornalistas, ele afirmou que houve uma demora “inaceitável” no atendimento médico após a queda.

“Imagina se isso acontece novamente e há esse atraso no atendimento. É inacreditável”, declarou.