Juliana Marins morre após queda em vulcão na Indonésia
Família confirma óbito após equipe chegar ao local da queda no Monte Rinjani
Por: Iago Bacelar
24/06/2025 • 11:40
A brasileira Juliana Marins, de 26 anos, morreu após cair durante uma trilha no vulcão Rinjani, na ilha de Lombok, na Indonésia. A informação foi confirmada pela família nesta terça-feira (24), através das redes sociais, quatro dias após o acidente ocorrido no último sábado (21).
Segundo o comunicado, os socorristas chegaram ao local onde a jovem estava, mas não houve chance de resgate com vida. “Hoje, a equipe de resgate conseguiu chegar até o local onde Juliana Marins estava. Com imensa tristeza, informamos que ela não resistiu. Seguimos muito gratos por todas as orações, mensagens de carinho e apoio que temos recebido”, escreveu a família no Instagram.
Turista caiu durante trilha em área montanhosa
Natural de Niterói (RJ), Juliana fazia um mochilão pela Ásia. Ela estava acompanhada de outros turistas que haviam contratado uma agência local para realizar a trilha no Parque Nacional do Monte Rinjani. Durante o percurso, a jovem teria escorregado e caído por uma vala, ficando a cerca de 300 metros de distância do grupo com quem caminhava.
Informações iniciais sobre um possível socorro imediato foram posteriormente desmentidas pelos familiares. A irmã de Juliana, Mariana Martins, foi a responsável por organizar o perfil oficial nas redes sociais e acompanhar os desdobramentos.
Equipe de resgate enfrentou dificuldades operacionais
As buscas foram iniciadas no próprio sábado, mas sofreram com as condições climáticas adversas. A operação de terça-feira começou às 6h no horário local (19h de segunda-feira em Brasília), com a participação de 48 profissionais de diferentes grupos de salvamento, como a Agência Nacional de Busca e Resgate da Indonésia (Basarnas), Polícia Florestal, carregadores locais e o grupo Rinjani Squad.
Na segunda-feira (23), um drone com sensor térmico conseguiu localizar Juliana, que estava imóvel, a aproximadamente 500 metros do ponto de queda. A aproximação da equipe foi dificultada pela geografia do local. Ao final do dia, sete socorristas conseguiram chegar próximos ao ponto, mas precisaram montar um acampamento emergencial por causa da escuridão.
Família denuncia falhas e lentidão na operação
Durante os quatro dias de buscas, os parentes de Juliana se manifestaram criticamente em relação à condução da operação pelas autoridades locais. Em postagem no Instagram, eles disseram que o ritmo lento do resgate contribuiu para o desfecho trágico.
“Um dia inteiro e eles avançaram apenas 250m abaixo. Faltavam 350m para chegar na Juliana e eles recuaram mais uma vez. Mais um dia”, relatou a família. As condições climáticas adversas e a falta de agilidade foram apontadas como entraves.
Além disso, os familiares denunciaram que Juliana permaneceu sem acesso a água, comida e agasalhos durante todo o período em que aguardava socorro. Eles afirmam que esse cenário é conhecido pelas autoridades do país, principalmente no período atual do ano.
“Eles [governo da Indonésia] têm ciência disso e não agilizam o processo de resgate. Lento, sem planejamento, competência e estrutura. Juliana vai passar mais uma noite sem resgate por negligência”, escreveu a irmã da vítima.
Embaixada acompanhou os trabalhos de resgate
A embaixada brasileira na Indonésia acompanhou os trabalhos de resgate desde os primeiros dias. A comunicação oficial da família foi feita sempre através das redes sociais, em postagens que atualizavam o estado da operação e denunciavam o que consideravam falhas estruturais na resposta ao acidente.
Juliana estava no segundo dia da trilha e havia informado ao grupo que se sentia cansada. O guia teria decidido seguir com os demais turistas e deixado Juliana sozinha, segundo relatos da família. A jovem foi localizada horas depois por outros visitantes que passaram pela mesma trilha.
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