Governo lança campanha para acabar com escala 6x1 no país
Proposta prevê jornada de 40 horas semanais sem corte de salário
Por: Redação|Agência Brasil
04/05/2026 • 12:48
O governo federal deu início a uma campanha nacional para pôr fim à escala 6x1, modelo em que o trabalhador atua seis dias e descansa apenas um. A proposta foi apresentada neste domingo (3) e defende a redução da jornada sem qualquer impacto no salário.
De acordo com estimativas oficiais, cerca de 37 milhões de trabalhadores podem ser beneficiados com a mudança. A iniciativa também é vista como uma forma de alinhar produtividade com qualidade de vida, ampliando o tempo para família, lazer e descanso.
Na prática, o projeto estabelece uma jornada de trabalho de 40 horas semanais, mantendo o limite de oito horas por dia. Com isso, passa a ser garantido ao trabalhador dois dias consecutivos de repouso, preferencialmente aos fins de semana.
Além disso, o novo formato prevê que a organização da escala, agora no modelo 5x2, poderá ser definida por meio de negociação coletiva, respeitando as especificidades de cada setor.
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Como parte da estratégia, a campanha será veiculada em diferentes plataformas, incluindo TV, rádio, mídias digitais e até cinema, com o slogan: “Mais tempo para viver. Sem perder salário.” A ideia é reforçar que o descanso não deve ser tratado como benefício, mas como direito.
Segundo a Secretaria de Comunicação Social, a proposta acompanha mudanças recentes na economia, como o avanço tecnológico e ganhos de produtividade. A avaliação é de que jornadas mais equilibradas podem reduzir afastamentos, melhorar o desempenho e diminuir a rotatividade.
No campo legislativo, o tema já está em discussão. Um projeto que altera a CLT foi enviado ao Congresso e tramita com urgência. O texto reduz a carga semanal de 44 para 40 horas e formaliza o fim da escala 6x1.
Paralelamente, uma comissão especial analisa propostas mais amplas, incluindo uma PEC que pode levar a jornada para até 36 horas semanais ou até mesmo estabelecer uma semana de quatro dias de trabalho.
O debate ainda está em fase inicial, mas já mobiliza diferentes setores e deve ganhar força nas próximas semanas dentro do Congresso Nacional.
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