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Carlos Bolsonaro fala sobre saúde do pai em prisão: “Crises e isolamento"

Ex-vereador diz que Jair Bolsonaro enfrenta problemas físicos e emocionais enquanto está custodiado

Por: Redação

12/01/202614:37Atualizado

Carlos Bolsonaro, segundo filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, usou as redes sociais no domingo (11), para comentar a situação de saúde do pai. Na postagem, o político, que já ocupou uma cadeira na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, afirmou que houve piora no quadro clínico desde que  o antigo mandatário passou a ficar sob custódia na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília.

Foto Carlos Bolsonaro fala sobre saúde do pai em prisão: “Crises e isolamento"
Foto: Renan Olaz/CMRJ

De acordo com o relato, Bolsonaro enfrenta episódios constantes de mal-estar físico e também abalos emocionais. Segundo Carlos, o isolamento em cela individual tem contribuído para esse cenário, o que, conforme ele descreve, agrava o estado psicológico. 

“A foto anexa registra meu pai em intermináveis crises de vômito, decorrentes das sequelas da facada que sofreu, praticada por um antigo militante do PSOL, partido historicamente alinhado à facção política de Lula.”, escreveu o ex-vereador.

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No mesmo texto, Carlos Bolsonaro também questionou as condenações atribuídas ao pai, que, segundo afirmou, somam 27 anos de prisão. Na avaliação apresentada, ele contestou o entendimento jurídico adotado nos processos ligados aos atos de 8 de janeiro.


“Não se pode falar em golpe sem ato executório. Não se dá golpe em um domingo, contra prédios públicos vazios. Os participantes foram condenados sob a tese de crime de multidão, isto é, sem liderança.”

Em outro trecho da publicação, o filho do antigo presidente voltou a sustentar o mesmo argumento, reforçando críticas à ausência de comando definido nos episódios citados. Além disso, Carlos afirma que há uma perseguição política em relação ao ex-chefe do Executivo. 

 “Não se pode falar em golpe sem ato executório. Não se dá golpe em um domingo, contra prédios públicos vazios. Os participantes foram condenados sob a tese de crime de multidão, isto é, sem liderança [...]O que se observa é uma perseguição política escancarada, incompatível com o Estado de Direito. Mais uma condenação injusta.”, pontuou.

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