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Câmara terá pressão da oposição por investigação do Banco Master

Novo líder do grupo afirma que CPMI e propostas penais estão entre as prioridades

Por: Redação

21/01/202615:36Atualizado

O deputado Cabo Gilberto Silva, do Partido Liberal da Paraíba (PL-PB), novo líder da oposição na Câmara do congressistas, afirmou que a bancada pretende defender a criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Banco Master e apoiar um projeto que busca anular as penas dos condenados pelos atos de 8 de janeiro.

Foto Câmara terá pressão da oposição por investigação do Banco Master
Foto: Ilustrativa/Divulgação/AL-PB

Segundo ele, a estratégia é manter os temas em debate ao longo do ano eleitoral, com atuação concentrada no Congresso Nacional e pressão institucional sobre o Supremo Tribunal Federal (STF). Conforme o Folha de S.Paulo, o parlamentar reconhece que a oposição é minoria na Casa, apesar dos diálogos com partidos do centrão.

Sendo assim, nesse cenário, é avaliado, por ele, que a CPMI do Banco Master teria mais chances de avançar do que a proposta relacionada ao 8 de janeiro. Porém, é dito pelo deputado que a bancada vai “trabalhar pela derrubada do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Projeto de Lei da Dosimetria”, que trata da redução de penas impostas aos condenados pela trama golpista.

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O projeto citado por Gilberto está sendo elaborado em conjunto com advogados de pessoas presas após os ataques às sedes dos Três Poderes. A proposta pretende alterar o Código Penal, sustentando que os crimes atribuídos aos condenados teriam sido cometidos como, de acordo com o texto, um “efeito mandada”.

CPMI do Banco Master

Ao defender a investigação, Gilberto afirmou que a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do Banco Master e a Comissão Parlamentar de Inquérito do abuso de autoridade teriam como foco decisões de ministros do STF. “Precisamos restabelecer a verdade. A Suprema Corte está tomando decisões equivocadas, foram bilhões roubados pelo Master. Ele foi liquidado pelo Banco Central, que tem autonomia. Temos que respeitar, concordando ou não”, disse. O tema é considerado sensível, já que envolve relações do banco com pessoas ligadas aos magistrados da Corte.

Na área da segurança pública, o deputado declarou ser contrário à Proposta de Emenda à Constituição da Segurança, apresentada pelo governo federal. Segundo ele, o texto não avançaria sem a valorização dos profissionais da área. “Não existe Proposta de Emenda à Constituição sem valorização profissional. Sem resolver isso, como cobrar segurança?”, afirmou, defendendo a criação de um piso salarial nacional para policiais.

Pautas em debate no Congresso

Gilberto também comentou outros projetos que devem entrar na pauta do Legislativo em 2026, como a Medida Provisória do Gás do Povo, o fim da escala 6x1, a tarifa zero e a regulação do trabalho de motoristas de aplicativo. 

Ele afirmou que a oposição não descarta apoio a essas propostas, mas defende uma análise fiscal criteriosa. Sobre o cenário político, disse que divergências internas fazem parte do processo e avaliou que “o jogo está zero a zero”, acrescentando que o grupo seguirá a orientação do ex-presidente  Jair Bolsonaro.