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Caiado cobra “autoridade moral” em meio à crise do Banco Master

Governador de Goiás falou sobre presidência e citou escândalos envolvendo Daniel Vorcaro

Por: Redação

21/05/202613:59

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), afirmou nesta quarta-feira (20) que uma pessoa “contaminada” pelo empresário Daniel Vorcaro não teria condições de assumir a Presidência da República. A declaração foi dada durante participação na Marcha dos Prefeitos, organizada pela Confederação Nacional dos Municípios.

Foto Caiado cobra “autoridade moral” em meio à crise do Banco Master
Foto: José Cruz/Agência Senado

Sem citar diretamente o senador Flávio Bolsonaro, Caiado comentou o impacto político das investigações envolvendo o ex-dono do Banco Master, que se tornou alvo da Polícia Federal em apurações sobre supostas fraudes financeiras e influência em diferentes setores do poder público.

“A pessoa que está contaminada não tem estatura para sentar na cadeira da Presidência da República”, declarou Caiado. 

A fala acontece um dia após Flávio Bolsonaro confirmar publicamente que visitou Vorcaro em São Paulo depois da primeira prisão do banqueiro, em 2025.

 

Caiado destaca trajetória política

 

Ainda durante o discurso, o governador ressaltou a própria trajetória pública e afirmou nunca ter sido envolvido em denúncias de corrupção ou enriquecimento ilícito.

“Tenho 40 anos de vida pública e nunca estive envolvido em negociata, propina ou enriquecimento ilícito”, afirmou.

Mais tarde, em entrevista coletiva concedida durante a programação da Marcha dos Prefeitos, Caiado negou que tenha feito uma “indireta” específica ao senador do PL.

Na terça-feira (19), durante agenda na Associação Paulista de Supermercados, o governador já havia defendido que figuras públicas que pretendem disputar a Presidência precisam prestar esclarecimentos à população e demonstrar “autoridade moral”.

 

Caso Banco Master segue pressionando cenário político

 

O nome de Daniel Vorcaro passou a ganhar ainda mais repercussão nacional após revelações sobre repasses milionários ligados ao filme “Dark Horse”, produção sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Flávio Bolsonaro confirmou ter intermediado conversas envolvendo investimentos privados para o projeto audiovisual e afirmou que buscava garantir a continuidade do filme após os problemas judiciais enfrentados pelo banqueiro.

Nos bastidores políticos, o caso tem ampliado a pressão sobre possíveis pré-candidaturas ligadas ao campo da direita para as eleições presidenciais de 2026.