Reativação de conselho e transporte pautam sessão na Câmara
Vereadores e sociedade civil cobram ações para mulheres e mobilidade
Por: Redação
14/04/2026 • 10:43
A reativação do Conselho Municipal da Mulher em Salvador voltou à pauta da Câmara Municipal nesta segunda-feira (13), durante a 17ª Sessão Ordinária. A cobrança foi feita pela representante da sociedade civil Bárbara Trindade, na Tribuna Popular, em sessão aberta pelo vereador Maurício Trindade (PP) e presidida por Claudio Tinoco (União).
Sem convocação há cerca de 10 anos, o colegiado, criado pela Lei nº 3.542/1985, foi apontado como essencial para fortalecer a participação social na formulação de políticas públicas para mulheres e no enfrentamento à violência de gênero. “Aqui lanço um questionamento sobre o que a Câmara está fazendo para implementar políticas públicas eficazes”, criticou Bárbara.
Em resposta, Tinoco destacou ações do Legislativo. “Foi lançada uma ampla campanha de combate à violência com a participação dos 43 vereadores”, afirmou, ao citar também projetos e instrumentos legislativos já produzidos pela Casa.
O vereador João Carlos Bacelar (Podemos) declarou apoio à cobrança e mencionou iniciativas próprias. “Apresentei projetos como o que sugere a divulgação de agressores condenados. Mas o principal é mudar o comportamento”, avaliou.
Já a vereadora Aladilce Souza (PCdoB) anunciou que irá cobrar da Prefeitura medidas concretas, como a retomada do conselho e a criação de auxílio-aluguel para mulheres em situação de risco, permitindo que vítimas se afastem de agressores.
Além da pauta de gênero, a sessão também foi marcada por críticas ao transporte público em Salvador. O líder comunitário Fábio Ferreira de Jesus denunciou a retirada de linhas de ônibus em Paripe e a falta de estrutura adequada, especialmente no entorno do Hospital da Mulher.
A vereadora Marta Rodrigues (PT) classificou a situação como grave e propôs a realização de uma audiência pública no bairro. “Essa realidade afeta diretamente as mulheres que dependem do transporte para acessar serviços de saúde”, afirmou.
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