Randerson cobra transparência no transporte e destaca projetos em Salvador
Vereador falou ao Portal Esfera no Rádio sobre subsídios, ônibus e leis
Por: Marcos Flávio Nascimento
13/05/2026 • 15:20
Em entrevista ao Portal Esfera no Rádio, transmitido na Rádio Itapoan FM (97,), e apresentado por Luis Ganem, o vereador Randerson Leal (Podemos) afirmou que a Prefeitura de Salvador precisa dar mais transparência aos gastos com transporte público e assumir protagonismo nas negociações para evitar uma nova crise entre rodoviários e empresas de ônibus.
Durante a conversa, o parlamentar criticou a falta de informações sobre os custos do sistema, mesmo após a Câmara aprovar mais de R$ 70 milhões em subsídios para o setor. Segundo ele, o aumento da tarifa, de R$ 5,60 para R$ 5,90, ocorreu sem que os vereadores tivessem acesso aos dados técnicos que justificassem a medida.
“A oposição aprovou o subsídio com a informação de que seria para evitar reajuste. Poucos dias depois, a passagem subiu. Até hoje a Câmara não recebeu os números do custo do transporte”, afirmou.
Randerson também disse que a gestão municipal tem evitado debates públicos sobre temas sensíveis da cidade e citou ausência de secretários em audiências convocadas pela Câmara. “Quando a gente pede informação, é para melhorar a vida do povo. Mas muitas vezes a Prefeitura não comparece para explicar”, declarou.
Vereador destaca autoria da faixa azul e cobra ampliação
Na entrevista, o líder da oposição também fez um balanço das propostas aprovadas nos últimos anos e destacou a criação da faixa azul para motociclistas em Salvador, implantada inicialmente na Avenida Bonocô.
Segundo Randerson, a medida já trouxe impacto direto na segurança viária. “Em oito meses de implantação, houve redução de 70% nos acidentes com motociclistas. É um projeto nosso e fico feliz porque está salvando vidas”, disse.
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O edil afirmou que o próximo passo é ampliar o modelo para a Avenida ACM. De acordo com ele, a autorização da Secretaria Nacional de Trânsito já existe e a execução depende apenas do município.
“Já tratamos disso em Brasília. A autorização está dada. Agora a Prefeitura precisa ampliar para outras avenidas importantes da cidade”, pontuou.
Leis sobre motoboys, farmácias e cinemas entram no radar
Além da mobilidade, Randerson citou projetos que já viraram lei em Salvador. Entre eles, a norma que prevê sanções administrativas contra agressores de motoboys, mototaxistas e entregadores durante o exercício da profissão.
Outra proposta mencionada foi a que impede estabelecimentos de constranger consumidores a informar CPF em compras simples, especialmente em farmácias.
“Hoje o CPF é o principal documento do cidadão. Nas mãos erradas, ele pode ser usado para abrir conta ou fazer compras. O consumidor não pode ser obrigado a entregar isso sem necessidade”, afirmou.
O vereador ainda lembrou a lei que obriga salas de cinema a iniciarem sessões no horário informado no ingresso. Segundo ele, apesar da legislação, ainda há descumprimento em parte dos estabelecimentos da capital.
“A lei existe, mas precisa ser fiscalizada. Não adianta aprovar e deixar sem cumprimento. O consumidor merece respeito”, concluiu.
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