Donald Trump concede perdões a políticos e criminosos
Lista inclui crimes de corrupção, fraude e porte ilegal de armas
Por: Iago Bacelar
29/05/2025 • 12:14
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma série de ordens que garantem o perdão presidencial a figuras polêmicas, incluindo artistas, políticos e ex-líderes de gangues. A medida alcança pessoas condenadas por crimes graves, como sonegação fiscal e extorsão, de acordo com informações publicadas pelo jornal Washington Post.
Lista inclui ex-governador e político condenado
Entre os perdoados está John Rowland, ex-congressista e ex-governador de Connecticut. Ele foi condenado duas vezes por corrupção, tendo aceitado presentes e melhorias ilegais em sua casa particular de contratantes estaduais durante seu mandato como governador, além de violar leis de financiamento de campanha.
Outro nome político na lista é o ex-congressista Michael Grimm, de Nova York. Ele cumpriu sete meses de prisão por fraude fiscal e foi solto em 2016.
Segundo fontes do governo, os perdões concedidos por Trump podem restaurar direitos civis dos beneficiados, como o direito ao voto, além de possibilitar a libertação da prisão em alguns casos.
Perdões incluem ex-líder de gangue e artista de hip-hop
Trump também concedeu perdão a Larry Hoover, ex-líder dos Gangster Disciples, uma organização criminosa que construiu uma poderosa empresa de tráfico e extorsão.
Outro caso que chamou atenção foi o de NBA YoungBoy, um artista de hip-hop popular condenado por porte ilegal de arma.
Segundo a Casa Branca, a decisão de Trump reflete a convicção de que o sistema de justiça é corrupto e o persegue politicamente. Essa justificativa foi destacada por Trump ao longo de seus pronunciamentos oficiais.
Casos envolvendo coronavírus e fraudes em seguradora
A lista de perdões também abrange um ex-oficial do Exército dos EUA, considerado culpado por se recusar a seguir as medidas de segurança contra o coronavírus, além de um casal que admitiu ter empregado conscientemente um criminoso em sua seguradora.
A fonte do governo explicou que as ordens de perdão assinadas por Trump abrangem 11 pessoas com condenações que vão de crimes financeiros a violência armada. Ainda segundo a fonte, todos os perdoados poderiam obter benefícios diretos com o ato presidencial, como a possibilidade de recuperação de direitos civis plenos e a saída imediata da prisão para quem ainda cumpria pena.
Críticas e posicionamento político
Desde que retornou à Casa Branca, Trump tem emitido uma série de indultos em uma campanha que ele define como parte de um esforço para recalibrar o sistema de justiça. Segundo Trump, o sistema estaria politizado e voltado para perseguições pessoais e familiares.
Em diversas ocasiões, o presidente afirmou que as ações são parte de uma tentativa de corrigir injustiças e excessos judiciais que teriam motivação política.
Entre os casos destacados, Trump disse que as decisões beneficiam pessoas que enfrentaram processos semelhantes aos que ele próprio ou seus negócios familiares enfrentam.
A Casa Branca não divulgou detalhes sobre os critérios específicos usados para selecionar quem seria beneficiado pelos perdões, mas reforçou que todos estavam de acordo com a prerrogativa presidencial de conceder perdão a cidadãos que ele considera merecedores de uma nova oportunidade.
A decisão de Trump reacende debates sobre o uso do poder de perdão como ferramenta política e sobre como esses atos podem impactar o sistema de justiça e a confiança da população.
A lista completa dos nomes beneficiados não foi publicada oficialmente em comunicado, mas a imprensa americana teve acesso às ordens assinadas, destacando a amplitude dos casos incluídos. A expectativa é que novos perdões ainda possam ser emitidos até o final do mandato presidencial.
