Renúncia de Starmer abre nova crise política no Reino Unido
Premiê deixa o cargo após pressão interna e acelera disputa pelo comando do governo britânico
Por: Redação
22/06/2026 • 10:41
Menos de dois anos após conquistar uma vitória histórica nas urnas, o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, anunciou nesta segunda-feira (22) que deixará o comando do governo britânico. A decisão ocorre em meio a uma crescente pressão dentro do próprio Partido Trabalhista e abre caminho para uma nova disputa pelo poder em Londres.
O anúncio foi feito em um discurso emocionado em frente à residência oficial de Downing Street. Durante a declaração, Starmer afirmou que ouviu a avaliação de parlamentares de seu partido sobre sua capacidade de liderar a legenda nas próximas eleições gerais e decidiu aceitar o resultado.
Mesmo deixando a liderança trabalhista, o premiê permanecerá temporariamente no cargo até que um sucessor seja escolhido. O processo de indicação para a nova liderança deverá começar em 9 de julho, com a expectativa de que a transição seja concluída antes do retorno do Parlamento britânico, previsto para setembro.
A saída de Starmer representa mais um capítulo da instabilidade política que marca o Reino Unido desde o Brexit. Com a mudança, o país se prepara para ter seu sétimo primeiro-ministro em aproximadamente uma década.
Pressão interna acelerou saída
Nos bastidores, a permanência de Starmer vinha sendo questionada há meses. O desgaste ganhou força após resultados eleitorais considerados decepcionantes para o Partido Trabalhista e pela queda nos índices de popularidade do governo.
A situação se agravou após a vitória de Andy Burnham em uma eleição suplementar para o Parlamento britânico. O ex-prefeito da Grande Manchester passou a ser visto como principal alternativa para liderar a legenda e assumir o governo.
Além disso, nomes importantes do partido passaram a defender publicamente uma renovação na liderança. O movimento culminou na decisão anunciada por Starmer nesta segunda-feira.
Andy Burnham desponta como favorito
Com a renúncia confirmada, as atenções se voltam para Andy Burnham, apontado como favorito na corrida pela liderança trabalhista. O político já recebeu apoio de figuras influentes da legenda, fortalecendo sua posição no processo sucessório.
Caso sua candidatura seja consolidada sem resistência significativa, Burnham poderá assumir o comando do governo ainda antes de setembro, encurtando o período de transição política.
A mudança ocorre em um momento delicado para o Reino Unido, que enfrenta desafios relacionados ao crescimento econômico, ao custo de vida e aos reflexos políticos acumulados desde a saída da União Europeia.
Ao se despedir da liderança, Starmer afirmou que continuará colaborando para uma transição organizada e declarou apoio ao futuro sucessor, encerrando uma passagem marcada por expectativas
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