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China exige libertação imediata de Maduro após prisão nos EUA

Pequim acusa Washington de violar o direito internacional e cobra garantias físicas

Por: Redação

04/01/202611:11Atualizado

O governo da China comentou neste domingo (4), e exigiu a libertação imediata de Nicolás Maduro, detido por forças norte-americanas em Nova York. Em comunicado oficial, o Ministério das Relações Exteriores chinês classificou a operação militar de captura como uma "violação flagrante do direito internacional" e instou Washington a garantir a integridade física de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.

Donald Trump e presidente da China, Xi Jinping
Foto: Divulgação / Official White House Photo / Shealah Craighead

Após ser alvo de uma ofensiva aérea e terrestre na capital venezuelana, Maduro foi transladado para o estado de Nova York. Registros visuais mostram o líder sendo escoltado em um aeroporto regional e, posteriormente, levado de helicóptero até Manhattan.

A Casa Branca divulgou imagens que mostram o político venezuelano algemado no momento em que era entregue aos agentes da agência antidrogas dos EUA (DEA). Maduro foi encaminhado para uma unidade prisional federal no Brooklyn, onde aguarda uma audiência inicial perante a Justiça norte-americana.

 

 

Sobre o caso

O processo judicial contra Maduro fundamenta-se em denúncias de "narcoterrorismo" e tráfico de entorpecentes para o território estadunidense. A captura ocorreu após meses de escalada na presença militar dos Estados Unidos no Caribe e ataques localizados em Caracas. Cilia Flores, de 69 anos, também foi detida na mesma operação.

A administração de Donald Trump sinalizou que pretende coordenar o processo de transição governamental na Venezuela, manifestando interesse direto na gestão das reservas petrolíferas do país. Embora o governo dos EUA considere a operação um êxito estratégico, analistas internacionais alertam para o clima de instabilidade na Venezuela.

 O futuro político da nação sul-americana permanece indefinido, enquanto a comunidade internacional observa os desdobramentos da custódia do líder venezuelano em solo americano.