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Rowenna Brito defende maior protagonismo das mulheres na política

Ex-secretária falou sobre educação, feminicídio e representatividade

Por: Domynique Fonseca

26/05/202612:53Atualizado

A ex-secretária da Educação da Bahia e pré-candidata a deputada estadual em 2026, Rowenna Brito (PT-BA), foi a entrevistada do Programa Portal Esfera no Rádio, na 97,5 FM, apresentado por Luis Ganem, nesta terça-feira (26). Durante a conversa, ela comentou os avanços da educação estadual, defendeu maior participação feminina na política e reforçou a necessidade de ampliar o combate à violência contra a mulher.

Foto Rowenna Brito defende maior protagonismo das mulheres na política
Foto: Lorena Bomfim/ Portal Esfera

Professora concursada da rede estadual e formada em Geografia pela Universidade Federal da Bahia, Rowenna relembrou o início da trajetória profissional no Colégio Estadual de Tempo Integral Mário Costa Neto, em Salvador.

“Eu comecei minha carreira ali. Sou professora de Geografia, licenciada e bacharel pela Ufba. Passei no concurso do Estado para dar aula naquela escola e foi ali que começou minha vida profissional”, afirmou.

Ao falar sobre a passagem pela Secretaria da Educação, a educadora destacou a ampliação das escolas de tempo integral e as mudanças na estrutura da rede estadual.

“Estamos falando de uma geração que já nasceu com celular, computador e tecnologia. Então é uma outra escola, uma outra educação, e isso exige um novo olhar para a educação pública”, disse.

Segundo Rowenna, a expansão das unidades escolares chegou também ao interior do estado e às comunidades indígenas.

“Hoje já são mais de 100 escolas construídas do zero e centenas de unidades requalificadas. São escolas com quadra, restaurante, laboratório de tecnologia e atividades esportivas”, declarou.

Durante a entrevista, a ex-secretária também comentou a baixa presença feminina nos espaços de poder na Bahia. Ela destacou que, apesar de as mulheres representarem a maioria do eleitorado, a participação política ainda é pequena.

“De 63 cadeiras na Assembleia Legislativa, nós temos apenas 10 mulheres. Isso mostra uma sub-representatividade muito grande”, afirmou.

Rowenna ainda defendeu a ampliação de debates sobre violência de gênero dentro das escolas e disse que o enfrentamento ao feminicídio precisa envolver toda a sociedade.

“A gente precisa ensinar desde cedo sobre respeito, sobre limite e sobre o que é assédio. Muitas violências começam em pequenas atitudes que acabam sendo naturalizadas”, pontuou.

A professora também comentou discussões recentes sobre igualdade salarial entre homens e mulheres e reforçou que políticas públicas voltadas à proteção feminina precisam continuar sendo ampliadas.

“Lugar de mulher é onde ela quiser, inclusive na política”, declarou.