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Partido define vereadora como suplente de Jaques Wagner ao senado

Olívia Santana diz que presença feminina na chapa é necessária na política

Por: Marcos Flávio Nascimento

06/03/202615:30

A deputada estadual Olívia Santana (PCdoB) defendeu a indicação da vereadora Aladilce Souza (PCdoB) como suplente do senador Jaques Wagner (PT) nas eleições. Durante entrevista ao Portal Esfera no Rádio nesta sexta-feira (6), a parlamentar afirmou que a presença feminina na chapa majoritária é necessária para equilibrar a representação política na Bahia.

Foto Partido define vereadora como suplente de Jaques Wagner ao senado
Foto: Pedro Henrique/Portal Esfera

Segundo Olívia, o partido apresentou o nome da vereadora como forma de ampliar a participação das mulheres nos espaços de poder, especialmente em um cenário político ainda dominado por homens.

“O PCdoB apresentou o nome da vereadora Aladilce, essa mulher de fibra, que tem uma trajetória política muito bonita, para que ela integre pelo menos a suplência do Senado”, afirmou.

Ao comentar o tema, a deputada destacou que a chapa governista reúne lideranças masculinas importantes, mas reforçou a necessidade de incluir mulheres na composição“Nossa chapa tem homens valorosos, mas a gente também tem mulheres, tem nomes que precisam integrar”, pontuou, ao defender maior equilíbrio de gênero na disputa eleitoral.

 

Baixa representatividade feminina

 

Durante a entrevista, Olívia também chamou atenção para o cenário de baixa representação feminina na política baiana. De acordo com a parlamentar, apesar de as mulheres serem maioria no eleitorado, ainda ocupam poucos cargos nos legislativos.

“É uma vergonha um estado como a Bahia, com mais de 7 milhões de mulheres, ter tão poucas representantes eleitas”, disse.

A deputada citou números da representação feminina para reforçar a crítica. Na Câmara dos Deputados, das 39 cadeiras da bancada baiana, apenas cinco são ocupadas por mulheres. Já na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), apenas oito das 63 vagas são preenchidas por deputadas, número que caiu em relação à legislatura anterior.

Para Olívia Santana, ampliar a presença feminina nas chapas e nas disputas eleitorais é essencial para mudar esse cenário. “As mulheres são maioria do eleitorado e precisam aprender a votar em mulheres. Os homens também precisam votar em mulheres, porque as mulheres sempre elegeram homens”, concluiu.