MP investiga falhas na custódia de policial penal suspeito de feminicídio em Sergipe
Denúncias apontam falta de escolta, visitas irregulares e circulação livre em hospital
Por: Redação
18/04/2026 • 17:20 • Atualizado
O Ministério Público de Sergipe (MPSE) abriu investigação para apurar possíveis irregularidades na custódia do policial penal Tiago Sóstenes, suspeito de matar a namorada em um hotel de Aracaju.
Há indícios de que o custodiado tenha recebido visitas sem autorização judicial e circulado livremente pelo Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) durante a internação. Ele também não estaria algemado nem sob escolta adequada, além da suspeita de acesso a celular.
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Diante das denúncias, o MPSE questionou a falta de comunicação ao Judiciário sobre a transferência do preso para a unidade de saúde. O órgão solicitou informações detalhadas ao hospital, incluindo imagens de câmeras de segurança, e cobrou esclarecimentos da unidade prisional responsável.
Tiago Sóstenes é apontado como principal suspeito do assassinato da empresária Flávia Barros dos Santos, ocorrido em março. Segundo as investigações, ele teria atirado contra a vítima e, em seguida, atentado contra a própria vida.
Após o crime, o policial foi socorrido e levado ao hospital. Depois, foi transferido para um presídio militar e retornou ao Huse no dia 9 de abril, onde permaneceu internado até receber alta na sexta-feira (17).
As promotoras responsáveis informaram que não irão se manifestar até a conclusão das diligências.
Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde de Sergipe afirmou que ainda não recebeu solicitação formal do MPSE e ressaltou que a responsabilidade do hospital se limita ao atendimento médico, cabendo a custódia aos órgãos competentes. A Polícia Militar de Sergipe não comentou o caso, e a defesa do policial não foi localizada.
