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Analistas veem erro e desgaste em impasse sobre vice na Bahia

Em entrevista ao Portal Esfera no Rádio, jornalistas analisam impacto político da indefinição

Por: Marcos Flávio Nascimento

04/05/202617:30

O cenário político da Bahia e a indefinição sobre a vice-governadoria foram tema de debate no Portal Esfera no Rádio, em entrevista ao apresentador Luis Ganem, na Rádio Itapoan FM (97,5). Os jornalistas políticos Jones Almeida, do Classe Política, e Raul Aguilar, do Política em Ponto, avaliaram que o episódio gerou desgaste para o grupo governista.

Entrevistado do programa Portal Esfera no Rádio
Foto: Lorena Bomfim / Portal Esfera

Durante a conversa, a condução do processo foi alvo de críticas diretas. Para Raul, o movimento do governo transmitiu falta de organização.

“Foi um erro do governo, um amadorismo sem tamanho”, afirmou, ao comentar o vai e volta envolvendo o nome do vice.

Na mesma linha, Jones também apontou falhas na articulação política: “O governo deixou sangrar demais para definir se o nome deveria ser Geraldinho ou não. Isso acabou ferindo o próprio grupo."

Especulações

Segundo ele, a demora na decisão ampliou ruídos internos e fortaleceu especulações sobre divergências entre lideranças.

Outro ponto levantado foi o impacto da escolha no diálogo com o eleitorado. A discussão sobre qual perfil de vice teria mais conexão com o interior, especialmente o chamado miolo da Bahia, dividiu análises. Raul defendeu que a representação regional já está contemplada.

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“O interior já está bem representado. O que representa melhor o interior é o próprio interior dentro da chapa”, disse.

Além da estratégia eleitoral, os jornalistas também comentaram o estilo de relacionamento de lideranças políticas com a imprensa. Jones destacou equilíbrio nesse aspecto:

“São duas figuras cordiais. No trato com a imprensa, tanto o governador quanto ACM Neto mantêm respeito e abertura."

Ao final, a leitura dos analistas converge para um ponto central, a condução política em momentos decisivos pode impactar diretamente a articulação eleitoral, influenciar alianças e moldar a percepção pública sobre liderança e capacidade de gestão.