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Eleição na Bahia será “apertada”, dizem analistas

Comunicólogos apontam disputa equilibrada e mudança no foco do eleitor

Por: Domynique Fonseca

04/05/202613:40Atualizado

O cenário para as eleições de 2026 na Bahia ainda é indefinido e deve ser marcado por uma disputa equilibrada entre os principais grupos políticos. A avaliação foi feita pelos comunicólogos Raul Aguilar, do Política ao Ponto, e Jones Almeida, do Classe Política, durante o programa Portal Esfera no Rádio, na Itapoan 97,5 FM, apresentado por Luis Ganem, nesta segunda-feira (4).

Entrevistados do programa Portal Esfera no Rádio
Foto: Lorena Bomfim/ Portal Esfera

Ao analisar o histórico político do estado, Raul Aguilar destacou a força de grupos já consolidados, especialmente em contextos de reeleição.

“Se a gente recorre ao histórico, dificilmente esse grupo perde a reeleição na Bahia. Em números, geralmente cresce”, afirmou.

Apesar disso, ele ponderou que o cenário atual é mais competitivo do que em pleitos anteriores:

“Hoje a gente já vê uma diferença menor. Está mais apertado, variando ali entre 7 e 12 pontos, dependendo da pesquisa."

Resultado antecipado

Jones Almeida reforçou que, embora haja uma estrutura política forte, não é possível antecipar um resultado.

“Essa eleição é dura, não dá para cravar. Existe um poder de máquina hoje, tanto estadual quanto federal, que é significativo, mas isso não garante vitória”, avaliou.

O jornalista também chamou atenção para a mudança no comportamento do eleitorado. Segundo ele, temas que antes eram centrais perderam espaço para novas preocupações:

“Na eleição passada, a fome aparecia como principal problema. Hoje, o que predomina é a segurança e a corrupção."

Lorena Bomfim/ Portal Esfera

Lorena Bomfim/ Portal Esfera


Jones ainda comentou os impactos dessa mudança na avaliação dos governos.

“Você não pode dizer que não houve avanços, teve hospital, teve investimento. Mas a percepção da população passa muito pela ponta, pelo acesso. Tem gente esperando regulação na saúde por dias”, afirmou.

Ele também ressaltou a complexidade da gestão pública: “Resolver esses problemas não é simples. Não é algo que se ajusta de uma hora para outra, exige planejamento e qualificação da gestão."

Da polícia para política

Durante o programa, Raul Aguilar também relembrou sua trajetória no jornalismo, destacando a transição da cobertura policial para a política.

“Eu costumo brincar que saí do bandido de cela comum para o de colarinho branco”, disse, ao comentar a mudança de área.

Segundo ele, a experiência na Câmara Municipal foi fundamental para a formação profissional:

“É ali que você aprende o dia a dia da cidade. O debate é mais direto, mais quente."

Jones Almeida contou que o interesse pela política começou ainda no período escolar, passando pelo movimento estudantil até a consolidação no jornalismo.

“Eu sempre tive esse envolvimento, desde a época de estudante, acompanhando a Câmara e observando os debates”, completou.

Lorena Bomfim/ Portal Esfera

Lorena Bomfim/ Portal Esfera