57 são resgatados de trabalho escravo em fazenda na Bahia
Grupo extraía carnaúba em condições degradantes e ilegais
Por: Victor Hugo
25/06/2025 • 18:51 • Atualizado
Cinquenta e sete trabalhadores, incluindo 30 originários do Piauí, foram resgatados de condições análogas à escravidão em uma propriedade rural localizada em Gentio do Ouro, na Bahia. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (25) pelo Ministério Público do Trabalho no Piauí (MPT-PI).
De acordo com Edno Moura, procurador do Trabalho e coordenador regional de combate ao trabalho escravo do MPT-PI, os trabalhadores, que também incluem 12 cearenses e 15 baianos, estavam empregados de maneira irregular na extração de palha e pó de carnaúba.
As condições de vida eram precárias, com os trabalhadores alojados em espaços superlotados e sem instalações sanitárias adequadas. "Eles se alimentavam sentados em tocos de madeira e cozinhavam em fogareiros improvisados. Uma situação realmente degradante", relatou Moura.
O MPT informou que os piauienses foram levados à Bahia por um empregador também do Piauí, que se recusou a pagar as verbas rescisórias e as indenizações por danos morais.
“Embora parte dos 57 trabalhadores já tenha recebido suas verbas rescisórias, o empregador se negou a pagar os direitos dos piauienses. Por isso, o MPT tomará as medidas necessárias para garantir o pagamento das verbas rescisórias, além de buscar indenizações por danos morais, tanto individuais quanto coletivos”, concluiu o procurador.
