Nunes Marques descarta indícios de interferência estrangeira nas eleições
Presidente do TSE cita normalidade do pleito, apesar de apuração preliminar da PF
Por: Redação
04/10/2026 • 17:00
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, afirmou neste domingo (4) que não há indícios concretos de interferência estrangeira ou ameaças do crime organizado nas eleições. Durante coletiva em Brasília, ele avaliou que o primeiro turno ocorre dentro da normalidade, com atuação conjunta de instituições públicas, entidades da sociedade civil e empresas de tecnologia.
Segundo o ministro, a colaboração com plataformas digitais contribuiu para reduzir riscos ao processo eleitoral. Mais cedo, o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, confirmou a abertura de uma apuração preliminar, a pedido da Advocacia-Geral da União (AGU), sobre uma possível interferência externa, mas ressaltou que não havia comprovação de atuação estrangeira no pleito.
A investigação foi motivada por uma reportagem do jornal britânico The Guardian sobre a previsão de destinação de cerca de R$ 5 milhões de um fundo do governo dos Estados Unidos a grupos brasileiros críticos ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao ministro Alexandre de Moraes. O caso está sob análise da Diretoria de Inteligência da PF.
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No balanço parcial, o TSE informou a substituição de 1.121 urnas eletrônicas, aproximadamente 0,2% dos equipamentos utilizados no país, sem comprometimento dos votos, segundo Nunes Marques. O ministro também considerou possível a judicialização de disputas após a votação, especialmente em casos de suspeita de abuso de poder político ou econômico.
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