“Taxa das blusinhas” manteve 135 mil empregos, indica CNI
Economia brasileira teve um giro de cerca de R$ 19,7 bi
Por: Redação
23/04/2026 • 20:00
A cobrança de impostos sobre compras internacionais de pequeno valor, popular pelo termo “taxa das blusinhas”, contemplou efeitos positivos para o Brasil. Ainda que seja impopular, a medida indicou uma manutenção impactante na economia local. Conforme levantamento divulgado, nesta quarta-feira (22), pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a ação conteve importações, preservou mais de 100 mil empregos e movimentou a economia brasileira.
Em síntese, bilhões de reais em produtos estrangeiros não foram comprados, ainda que o imposto tenha reforçado o caixa da União, indicou a confederação.
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Do mesmo modo, a CNI calculou os efeitos do Imposto de Importação, com base no valor médio das remessas em 2025, de modo a comparar o volume de importações projetado pela confederação para o ano passado e o valor que foi efetivamente registrado.
Principais números do levantamento:
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R$ 4,5 bilhões em importações evitadas;
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135,8 mil empregos preservados no país;
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R$ 19,7 bilhões que circularam na economia brasileira;
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Queda de 10,9% no número de encomendas internacionais de 2024 a 2025;
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Recuo de 23,4% no número de remessas no primeiro semestre de 2025 em relação ao primeiro semestre de 2024, antes da entrada em vigor;
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Arrecadação de R$ 1,4 bilhão com o imposto em 2024, e de R$ 3,5 bilhões, em 2025.
Redução da concorrência
Acima de tudo, segundo a CNI, a tributação reduziu a concorrência desleal dos produtos importados, sobretudo na China.
“O objetivo principal da ‘taxa das blusinhas’ não é tributar o consumidor, mas proteger a economia. Tornar a indústria brasileira competitiva é primordial para que nós possamos manter empregos e gerar renda", relatou em nota, Marcio Guerra, superintendente de Economia da CNI.
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