Varejo de moda dribla crise e cresce com consumidor mudando foco das compras
Sustentabilidade e experiência de compra impulsionam mudança
Por: Redação
26/06/2026 • 20:30
Uma reconfiguração profunda impulsionada por novas demandas de consumo marca o atual momento de expansão vivido pelo varejo de moda no Brasil. Impulsionado por fatores como sustentabilidade, experiência de compra integrada e o propósito das marcas, o setor atraiu investimentos e registrou a abertura de mais de 8 mil novas empresas no país somente em 2024.
Esses dados fazem parte do Panorama Setorial de Comércio de Vestuário e Moda 2025, estudo desenvolvido pelo Sebrae/PR e pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado (Fecomércio /PR).
Nesse cenário, o comércio focado em vestuário e acessórios responde por 82,4% de todas as companhias operantes no mercado da moda nacional, conforme revelou o levantamento.
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Mudança de hábitos
Diante de um ambiente altamente competitivo entre marcas de portes variados, mais de 60% das empresas do setor estão em estágio inicial de operação ou se consolidando, o que acentua a urgência por profissionalização e flexibilidade no gerenciamento dos negócios.
Enquanto isso, os fatores que determinam a escolha do cliente final mudaram consideravelmente. Conforme aponta a pesquisa, cerca de 68% do público comprador dá preferência a marcas que se posicionam de forma clara e responsável frente a causas sociais e de preservação ambiental.
Em paralelo, a busca por conveniência deve gerar um crescimento de 30% na adoção do formato omnichannel, modelo que unifica as vendas digitais e o atendimento presencial em lojas físicas.
Outros mercados
A ascensão da sustentabilidade no varejo de moda também impulsiona o mercado circular, que engloba brechós, reciclagem e o reuso de peças, registrando uma alta próxima de 40%.
Essa tendência ganha tração com um consumidor mais consciente sobre o impacto ecológico e menos interessado no consumo acelerado. Liderando essa virada comportamental está a Geração Z (nascidos entre 1997 e 2010), grupo que já movimenta em torno de 15% de todo o consumo mundial do segmento.
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