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Nike é processada por não reembolsar tarifas de importação a clientes

O impasse começou após a Suprema Corte anular as tarifas de importação de Trump

Por: Redação

12/05/202617:50Atualizado

A Nike, famosa marca de itens de vestuário esportivo, foi alvo de uma ação coletiva proposta por consumidores. O argumento dos clientes é que, após as amplas tarifas impostas pelo presidente Donald Trump, terem sido anuladas pela Suprema Corte dos Estados Unidos (EUA), em fevereiro, a empresa não deveria ser autorizada a manter os "significativos" reembolsos esperados como resultado da decisão.

Nike é processada por problema com clientes
Foto: Ilustrativa/Reprodução/X @Nike

A Nike afirmou que, devido às tarifas impostas por Trump, pagou cerca de US$ 1 bilhão em tarifas sobre bens importados. As medidas do presidente republicano tinham base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional.

Enquanto isso, os clientes indicam os preços de alguns modelos de calçados entre US$ 5 e US$ 10 e de certas peças de vestuário entre US$ 2 e US$ 10, sofreram aumentos, como uma forma da empresa compensar esses custos.

Empresa pode receber duplo reembolso

Na ação, os consumidores ressaltaram que a Nike não assumiu "qualquer compromisso legalmente vinculante de devolver aos consumidores que efetivamente pagaram os sobrecustos relacionados às tarifas", segundo o “Fashion Nework”.

"A menos que este tribunal impeça, a Nike está em posição de recuperar os mesmos pagamentos de tarifas duas vezes: uma dos consumidores, por meio de preços mais altos, e outra do governo federal, por meio de reembolsos de tarifas", prossegue o documento.

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A Nike não se posicionou sobre o caso e se junta ao grupo de empresas norte-americanas processadas por não repassarem aos consumidores os reembolsos das tarifas, a exemplo da Costco e a fabricante dos óculos de sol Ray-Ban, EssilorLuxottica. 

Na última teleconferência realizada em 31 de março deste ano, a empresa disse esperar que as tarifas deixem de ser um peso material sobre sua margem bruta, pelo menos na comparação anual, a partir de seu trimestre fiscal, que finaliza em agosto de 2026.