Compras internacionais de roupas pressionam o varejo nacional
Setor têxtil e de confecção registram queda na oferta de vagas de trabalho
Por: Redação
09/07/2026 • 21:00
A indústria têxtil e de confecção brasileira teve, em maio deste ano, cerca de 1.777 postos formais de trabalho fechados. O número interrompe a recuperação observada nos meses anteriores. As informações foram divulgadas, nesta quinta-feira (9), pelo portal Fashion Network.
Acima de tudo, o dado é uma surpresa, já que, em maio de 2025, o setor havia registrado a criação de 618 novas vagas. Segundo a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), respectivamente, 529 postos de trabalho na indústria têxtil e 1.185 vagas no segmento de confecção foram finalizados. Essa retração é observada em um período que, historicamente, é conhecido pelo aumento das contratações.
Mesmo com o desempenho negativo de maio, o setor têxtil e de confecção ainda acumulou saldo positivo, fato que gerou quase 9,3 mil empregos formais entre o período de janeiro e maio de 2026. Entretanto, se o último período de 12 meses for considerado, o setor registra saldo negativo de 10,8 mil vagas.
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A Abit avalia que o cenário dos postos de trabalho reflete o agravamento das condições de competitividade que a indústria nacional enfrenta. Esse quadro do mercado de trabalho está relacionado a fatores como a taxa de juros elevada, restrição ao crédito e crescimento das importações. Enquanto as importações cresceram 35,6% nos últimos 12 meses, o varejo de vestuário nacional ficou estável no mesmo período.
Com as importações facilitadas pelas plataformas eletrônicas de compra, a Abit avalia que a decisão do governo de zerar o imposto sobre pequenas compras nacionais pode aumentar a pressão competitiva sobre o varejo nacional. A entidade defende ações isonômicas dentro do mercado da moda, como medidas de igualdade tributária. A entidade também defende o acesso ao crédito e sugere ao governo uma política industrial pensada a longo prazo.
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