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Anitta defende religiões afro e critica extremismo em coletiva

Cantora detalha “Equilibrivm”, fala de política, fé e turnê no Brasil

Por: Marcos Flávio Nascimento

17/04/202613:07Atualizado

A Anitta usou a coletiva de lançamento do álbum “Equilibrivm” para ir além da música e abordar temas como espiritualidade, extremismo político e representatividade cultural. O novo projeto, lançado nesta quinta-feira (16), marca uma fase mais conceitual da artista, com forte influência de religiões de matriz africana e reflexões sobre equilíbrio emocional.

Foto Anitta defende religiões afro e critica extremismo em coletiva
Foto: Divulgação

Durante a conversa com jornalistas, a cantora afirmou que o disco nasce com a proposta de ampliar o olhar sobre fé e combater preconceitos.

“A resposta para a espiritualidade não está em uma única religião. Quero ajudar a quebrar o preconceito, principalmente contra religiões de matriz africana”, disse.


Espiritualidade, política e críticas ao extremismo

 

Ao comentar o momento atual, Anitta fez críticas diretas ao comportamento social e político. Segundo ela, o avanço do extremismo tem dificultado o diálogo e ampliado conflitos.

“As pessoas estão muito extremistas, não querem ouvir o outro. Em vários momentos da história, isso levou a consequências muito negativas”, afirmou. A artista defendeu que o caminho está no equilíbrio e na construção coletiva: “A solução é chegar num consenso. É mais fácil viver em equilíbrio do que no extremismo”.

A cantora também reforçou posicionamentos sociais, como a defesa de direitos das minorias e o fim da escala de trabalho 6x1. “Eu acredito em ideias e em dar voz a movimentos importantes”, pontuou, ao relembrar ainda sua origem humilde como parte da construção dessas pautas.

 

Bastidores do álbum e parcerias

 

Nos bastidores de “Equilibrivm”, Anitta destacou que escolheu os colaboradores com base na conexão pessoal. “Todos os compositores têm uma energia muito boa, isso foi essencial para o projeto”, explicou.

Sem a pressão de prêmios, a artista também deixou claro que não desenvolveu o álbum mirando reconhecimento internacional. Segundo ela, trabalhos anteriores vieram carregados dessa cobrança por sucesso e premiações, algo que hoje já não faz mais sentido. A prioridade, agora, é o processo criativo e o prazer em fazer música, inclusive com menos paciência para esse tipo de expectativa externa.

A artista também detalhou como surgiu a parceria com Shakira no álbum. Segundo Anitta, as duas já tinham proximidade por morarem perto em Miami, e a escolha da faixa partiu da própria colombiana após ouvir o projeto.

A gravação aconteceu à distância, já que o disco estava praticamente finalizado. Agora, a cantora brasileira tenta viabilizar a participação de Shakira no clipe, que chegou a ser gravado antes da entrada da artista na música. Anitta ainda destacou o carinho da parceira, afirmando que costuma receber gestos como o envio de flores em datas especiais, inclusive após o lançamento do novo trabalho.

Sobre o repertório, Anitta disse que optou por incluir faixas em espanhol para dialogar com o público latino, enquanto o single “Pinterest” foi escolhido por representar o tema central do disco, o amor próprio.

 

Turnê mais intimista e foco no Brasil

 

Diferente de projetos anteriores, a nova fase também impacta os palcos. A cantora adiantou que a próxima turnê terá foco no Brasil, com um formato mais conceitual.

“O show vai ser menor, mais intimista, conectado com a mensagem do álbum”, explicou. Segundo ela, a proposta é menor que os “Ensaios da Anitta” e maior que a turnê “Funk Generation”.

A apresentação deve incluir o álbum completo no setlist e passar por cidades que não receberão os tradicionais ensaios de verão no próximo ano. A direção criativa será assinada por Nídia Aranha.

Com “Equilibrivm”, Anitta aposta em uma narrativa mais profunda, unindo música, espiritualidade e posicionamento social em um dos projetos mais pessoais da carreira.