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Meninos Rei destacam ancestralidade como base da identidade da marca no Carnaval

Céu e Júnior Rocha falaram sobre criatividade, representatividade e relação com artistas

Por: Lucas Vieira|Marcos Flávio Nascimento

14/02/202623:00

Os estilistas Céu Rocha e Júnior Rocha, fundadores da marca baiana Meninos Rei, marcaram presença no Circuito Dodô (Barra/Ondina) neste sábado (14) de carnaval e falaram sobre o processo criativo que sustenta a identidade da grife, conhecida por unir moda, ancestralidade e representatividade.

Foto Meninos Rei destacam ancestralidade como base da identidade da marca no Carnaval
Foto: Marcos Flávio/Portal Esfera

Segundo Céu, a originalidade das peças nasce da conexão com as raízes e com a cultura de matriz africana.

“A gente bebe diariamente da nossa fonte ancestral. Somos do Candomblé, religião de matriz africana, e sabemos quando o nosso solo é rico. Tudo isso nos inspira e se transforma em cores, estampas e alegria”, explicou Céu.

Com uma década de atuação, a marca conquistou reconhecimento por valorizar corpos diversos e protagonizar narrativas negras na moda. Júnior destacou que a Meninos Rei foi a primeira a levar um modelo paraplégico à passarela da São Paulo Fashion Week, além de defender a valorização de corpos reais.

“Quando alguém bate o olho e já identifica que a estampa é Meninos Rei, isso é uma vitória. A gente trabalha para protagonizar o povo preto e mostrar que todos os corpos são reais”, afirmou.

Os estilistas também celebraram o fortalecimento da marca após serem citados por Ivete Sangalo durante a folia. Segundo eles, a cantora mantém uma relação próxima com a grife e já utilizou figurinos assinados pela dupla em projetos especiais.

Artistas como Silvânia Aquino e Thiaguinho também já vestiram criações da marca em apresentações recentes, ampliando a visibilidade do trabalho.

Para os criadores, mais do que vestir artistas, o principal objetivo segue sendo contar histórias através da moda e reforçar a identidade cultural baiana no cenário nacional.