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Mortes nas estradas federais disparam no Carnaval de 2026, mostram dados da PRF

Total de vítimas supera em 45 casos o registrado no ano anterior

Por: Redação

19/02/202618:00

O Carnaval de 2026 entrou para as estatísticas como o mais letal da década nas rodovias federais brasileiras. Entre 13 e 18 de fevereiro, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) contabilizou 130 mortes em decorrência de acidentes de trânsito — 45 a mais do que no mesmo período de 2025, quando foram registrados 85 óbitos. O salto representa um aumento de 52,9%.

Foto Mortes nas estradas federais disparam no Carnaval de 2026, mostram dados da PRF
Foto: Divulgação/PRF

Em coletiva à imprensa nesta quinta-feira (19), o diretor-geral do órgão, Fernando Oliveira, afirmou que, apesar de os casos terem ocorrido durante a folia, não há evidências de que estejam diretamente ligados às viagens motivadas pela festa. “A priori, o que a gente observa é que muitos desses acidentes não tinham correlação com a festa. Eles não estavam fazendo o deslocamento ocasionado pelo calendário do Carnaval, só estavam temporalmente dentro desse período”, explicou a jornalistas.

Segundo o diretor, o avanço nos números foi impulsionado por ocorrências isoladas, mas com grande quantidade de vítimas. Ele citou como exemplo um acidente em Brasília, quando uma van vinda do interior da Bahia colidiu na traseira de um caminhão, deixando cinco mortos.

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De acordo com a PRF, os acidentes com múltiplas vítimas aconteceram fora dos pontos considerados críticos no mapeamento anual. Para Jeferson Almeida, coordenador-geral de Segurança Viária, os casos múltiplos foram “fora da curva” e passarão por perícia específica:

“Foram pouquíssimos acidentes que acabaram contribuindo com um número de mortos muito grande. A gente precisa analisar isso com mais calma, porque não necessariamente significa que a estratégia montada foi errada”, disse. Ele destacou ainda que os três últimos Carnavais estavam entre os menos letais da década, o que torna 2026 uma “anomalia”.

Além das mortes, houve aumento de 3,3% no número de feridos e de 4,3% nos sinistros de trânsito. O diretor da PRF defendeu mudança de postura ao volante e atribuiu parte do cenário à conduta dos motoristas. “Eu me arrisco a afirmar que a maior dificuldade hoje com a segurança viária é a própria conduta dos motoristas, não só na PRF, mas em todo o contexto de trânsito”, afirmou.