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Celular sumiu? Furtos seguem no topo das ocorrências do Carnaval de Salvador

Delegado reforça cuidados para foliões curtirem a Barra-Ondina sem dor de cabeça

Por: Jaísa de Almeida|Marcos Flávio Nascimento

15/02/202609:09Atualizado

No meio da pipoca, do trio e da multidão que tomou conta do Circuito Dodô, no sábado (14), a curtição do Carnaval de Salvador também exige olhos abertos. Entre música alta e gente espremida, situações inesperadas podem surgir, principalmente ligadas a furtos e roubos de celular, que seguem como as ocorrências mais comuns registradas pela Polícia Civil na avenida.

Foto Celular sumiu? Furtos seguem no topo das ocorrências do Carnaval de Salvador
Foto: Divulgação/PCBA

Responsável pelos atendimentos durante a folia, o delegado Sandro Marcos Nunes detalha que, apesar da diversidade de situações registradas, um tipo de crime continua aparecendo com mais frequência entre os foliões. Segundo ele, a combinação de multidão, distração e ação em grupo facilita a atuação dos suspeitos no meio da muvuca.

“Como sempre, são furtos e roubos de celular. Além de haver outros crimes também, o que mais tem acontecido são os crimes de furto e roubo de aparelho celular”, relata.

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Mesmo com os casos sendo contabilizados ao longo dos dias de festa, a avaliação inicial da polícia aponta para uma possível redução em comparação com o ano anterior. A análise leva em conta fatores como a descentralização da folia e a realização de eventos em outros bairros e cidades, o que tende a espalhar o público e diminuir a concentração de ocorrências em um único ponto:

“Eu acredito que vai ser menos do que no ano passado, até porque fiquei sabendo que está havendo carnavais em outras localidades, né? Isso, de certa forma, ajuda a diminuir a criminalidade, porque fica mais espalhado.”

Marcos Flávio/Portal Esfera

Marcos Flávio/Portal Esfera


Para quem pretende seguir curtindo sem dor de cabeça, a principal recomendação do agente envolve atenção constante ao redor e mudança de hábitos simples durante o percurso. Sandro Marcos alerta que muitos furtos acontecem em abordagens rápidas, geralmente com mais de uma pessoa envolvida.

“Nunca ir sozinho. O infrator sempre age em grupos, de três ou quatro pessoas. Às vezes, dão um empurrão, abordam alguém, e a pessoa fica desapercebida. É nessa hora que acontece o crime. Geralmente, as pessoas nem sentem; só vão perceber depois, quando procuram o celular para falar com alguém”, aponta o policial.

Além da companhia durante a festa, o cuidado com objetos pessoais aparece como outra medida essencial para evitar prejuízo no meio da curtição. Guardar o celular em locais protegidos, evitar exposição desnecessária e redobrar a atenção diante de movimentos suspeitos fazem parte das orientações repassadas aos foliões que circulam pela Barra-Ondina:


“A pessoa deve procurar guardar o celular em um bolso com zíper ou, então, em uma bolsa, né? E ficar sempre esperta quando vier algum grupo de pessoas, em alguma localidade assim, evitando esses grupos."