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Macacão terapêutico auxilia reabilitação de lesão medular

Traje conta com 58 eletrodos que ajudam no relaxamento da musculatura

Por: Gabriel Pina

03/06/202515:02Atualizado

Um vídeo de uma jovem de 19 anos viralizou nas redes sociais, na gravação, a alemã Emelie consegue levantar de sua cadeira de rodas e caminhar com autonomia, utilizando apenas um macacão.

foto do macacao
Foto: reprodução

A garota que perdeu os movimentos das pernas após uma lesão medular. Mas, por meio de um revolucionário macacão terapêutico capaz de reduzir espasmos musculares através de estímulos elétricos, a jovem teve sua vida mudada.

 

@emelieetr AHHHH🥹😭❤️ ich hab endlich dauerhaft den mollii suit bekommen🥹 ganz ganz vielen dank an alle leute die was dazugegeben haben oder den link geteilt haben🙏🏻🥹 #molliisuit @Ottobock #ottobock #exopulsemolliisuit #walking #recovery #happy #chronicillness #wheelchair #spinalcordinjury #disabled #paraplegia #sci #spinalcordinjuryrecovery ♬ original sound - Coca-ColaFan

 

"Minhas dores praticamente desapareceram e agora consigo mover minhas pernas normalmente. Foi como realizar um sonho", compartilhou Emelie, em entrevista ao Fantástico.


O traje, chamado Mollii Suit possui 58 eletrodos que emitem impulsos de baixa frequência, relaxando a musculatura e diminuindo contrações involuntárias. Diferentemente de exoesqueletos, que auxiliam diretamente nos movimentos, a inovação atua na prevenção dos espasmos, permitindo que o usuário se movimente com maior naturalidade.

Apesar do sucesso internacional, o equipamento ainda não está disponível no mercado brasileiro. Há expectativa de que as vendas comecem em 2026, com estudos clínicos sendo planejados para pacientes do SUS. O alto custo (aproximadamente R$ 60 mil por unidade) e a necessidade de personalização para cada usuário são desafios a serem superados.

Além disso, os especialistas ressaltam que a tecnologia, embora promissora, não é uma solução universal. 

"É fundamental entender que o traje não garante a recuperação imediata da marcha. Seu uso é mais eficaz em pacientes que preservaram algum grau de movimento", explicou o médico da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), Marcelo Ares.