Voto feminino completa 94 anos no Brasil
Conquista histórica ampliou direitos políticos, mas mulheres ainda são minoria nos cargos eletivos
Por: Redação
24/02/2026 • 12:17
O Brasil celebra nesta terça-feira (24) os 94 anos da conquista do voto feminino. O direito foi instituído em 1932, durante o governo de Getúlio Vargas, garantindo às mulheres não apenas votar, mas também disputar cargos públicos. A Constituição de 1934 consolidou a participação feminina nas eleições.
A vitória foi resultado de décadas de mobilização do movimento sufragista, que ganhou força no início do século XX. Entre as pioneiras estão Leolinda Daltro, fundadora do Partido Republicano Feminino em 1910, e Bertha Lutz, que liderou organizações em defesa da emancipação política das mulheres e atuou na Assembleia Nacional Constituinte.
Apesar do avanço histórico, a presença feminina na política ainda é limitada. Embora representem a maioria da população brasileira, as mulheres ocupam cerca de 17% das cadeiras na Câmara dos Deputados e 13% no Senado, segundo dados de organismos internacionais.
Nas eleições municipais de 2024, 727 mulheres foram eleitas prefeitas, o equivalente a 13% dos municípios. Em 2022, apenas dois estados elegeram governadoras: Fátima Bezerra (PT), no Rio Grande do Norte, e Raquel Lyra (PSD), em Pernambuco.
O país teve uma única mulher na Presidência da República: Dilma Rousseff, eleita em 2010 e reeleita em 2014. O impeachment da então presidente, em 2016, marcou a história política recente e gerou divisões no cenário nacional.
Passadas mais de nove décadas da conquista do voto, especialistas apontam que o desafio atual é ampliar a representação feminina nos espaços de poder, fortalecendo mecanismos que incentivem maior participação das mulheres na política brasileira.
