PF amplia investigação sobre fraude nas Americanas e mira executivos de bancos
Justiça autorizou bloqueio de até R$ 54 bilhões em bens de investigados na Operação Disclosure
Por: Redação
26/06/2026 • 07:52 • Atualizado
A Polícia Federal (PF) investiga a possível participação de executivos do Itaú, Bradesco e Santander na fraude contábil que levou as Americanas a revelar um rombo bilionário em seus balanços.
A apuração faz parte da segunda fase da Operação Disclosure, deflagrada nesta quinta-feira (25), e busca esclarecer se representantes dos bancos tinham conhecimento de irregularidades envolvendo operações de risco sacado, usadas para antecipar pagamentos a fornecedores e que poderiam ter ocultado o real endividamento da varejista.
Entre os investigados estão executivos das três instituições financeiras, além de Carlos Alberto Sicupira, um dos controladores das Americanas, Paulo Alberto Lemann, Eduardo Saggioro e Sérgio Rial, ex-CEO da companhia.
Leia Mais:
Fraude nas Americanas: PF cumpre mandados contra ex-diretores da empresa
PF mira banco ligado a grupo de Edir Macedo em operação bilionária
A PF cumpriu nove mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em São Paulo. A Justiça também autorizou o bloqueio de bens dos investigados em até R$ 54 bilhões.
Segundo a investigação, as supostas fraudes envolveram operações de risco sacado e registros de verbas de propaganda cooperada (VPC) sem respaldo econômico. As apurações ganharam força após a colaboração premiada do ex-diretor financeiro Fábio Abrate.
Em nota, as Americanas afirmaram que não foram alvo das buscas e que seguem colaborando com as investigações.
